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Houve um episódio curioso ocorrido no ano de 1971, num pequeno e longínquo povoado amazônico, durante a inauguração de um trecho da Rodovia Transamazônica. Sabemos que a própria rodovia é, hoje, uma imensa ficção, mas isto é um “detalhe”. A tal inauguração coincidiu com a exibição, no único cinema do povoado, de um filme sobre vampiros, que causou grande impressão sobre todos os habitantes. No dia da inauguração, foram vistos automóveis pretos, em grande número, certamente ligados à comitiva presidencial. Imediatamente espalhou-se a notícia por todo o povoado de que os vampiros estavam chegando à região, que já tinham atacado outros lugares oferecendo bombons às crianças, para, a seguir, agarrá- -las e chupar o seu sangue. Como consequência desses boatos, estabeleceu-se um pânico generalizado no povoado: homens agarrando suas armas, gente rezando, e mães desesperadas buscando seus filhos. (Elias Thomé Saliba. “Experiências e representações sociais sobre o consumo de imagens”. Em Circe Bittencourt (org.).O saber histórico na sala de aula. Adaptado)

Para Saliba, esse episódio permite
Para Santos (1996), o crescimento econômico assim obtido, fundado em certos setores produtivos e baseado em certos lugares, veio a agravar a concentração da riqueza e as injustiças, já grandes, de sua distribuição. Como tal crescimento se fazia paralelamente ao apelo a um consumo impossível de se generalizar, as linhas de crédito abertas para fortalecer os produtores ajudaram a agravar as desigualdades e santificar as distorções.
Em linhas gerais, foram estes os mecanismos que criaram a sociedade dos não-cidadãos brasileiros durante o período

Em texto de 1995, John Manuel Monteiro afirma que “a nova história indígena no Brasil encontrou um campo fértil para crescer a partir de uma série de elementos novos”.

(O desafio da história indígena no Brasil. Em: Aracy L. da Silva e Luís D. B. Grupioni (orgs). A temática indígena na escola)


Tais “elementos novos” constituem-se

Esse autor foi bastante criticado por intelectuais brasileiros por sua fluidez conceitual e por ter tido um grande papel na elaboração e difusão de um poderoso sistema ideológico que elimina as contradições do processo histórico brasileiro em nome de uma pretensa harmonia social. De acordo com essa visão, devemos a ele o mito de um Brasil exemplarmente miscigenado e socialmente democrático. (Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas)
O excerto trata de
“Em meados da década de 1950, subitamente, irrompeu dos catálogos (...) das gravadoras dirigidas aos negros pobres dos EUA, para tornar-se o idioma universal dos jovens, e notadamente dos jovens brancos”. Eric Hobsbawn. A Era dos Extremos.
Nesse trecho o autor está se referindo ao gênero musical