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As formações vegetais são o reflexo direto das condições climáticas de uma região. Em ambientes marcados pela escassez hídrica prolongada e altas taxas de evapotranspiração, as plantas desenvolvem mecanismos fisiológicos e morfológicos para sobreviver ao estresse hídrico. Entre essas adaptações, destacam-se o desenvolvimento de sistemas radiculares profundos, a redução da superfície foliar (ou sua transformação em espinhos) e a presença de tecidos suculentos para o armazenamento de água. Considerando as formações vegetais adaptadas aos domínios áridos e semiáridos (como os desertos e as estepes) e as terminologias botânicas aplicadas à Geografia, assinale a alternativa CORRETA.

A mundialização da economia impõe uma 'Ordem Global' baseada na racionalidade técnica e no cálculo frio, que frequentemente entra em conflito com a 'Ordem Local', onde reside a comunicação, a emoção e o cotidiano das pessoas. Os países tornam-se 'espaços nacionais da economia internacional', onde decisões estratégicas são tomadas por atores que 'curto-circuitam' o poder dos Estados, gerando a 'guerra dos lugares' por produtividade espacial.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. (Adaptado)


Considerando o trecho acima, sobre a fase atual da mundialização, analise como esse processo reestrutura o espaço geográfico e assinale a alternativa CORRETA.

Observe a Tabela 1:


Imagem associada para resolução da questão


Os dados preliminares e definitivos do Censo 2022 revelam uma inflexão nas tendências demográficas brasileiras. Observa-se que o ritmo de crescimento das grandes metrópoles e capitais desacelerou, enquanto cidades médias (entre 100 mil e 500 mil habitantes) apresentam taxas de crescimento populacional acima da média nacional, como indicam as tabelas. Paralelo a esse fenômeno, o país atravessa uma célere transição demográfica, caracterizada pela redução acentuada da fecundidade e pelo envelhecimento da estrutura etária. A intersecção desses fenômenos impõe novos desafios ao planejamento estatal e à compreensão da organização do território. Considerando as implicações socioeconômicas e espaciais dessa reconfiguração recente da demografia brasileira, assinale a alternativa CORRETA.

A Geografia no Ensino Fundamental – Anos Finais (6º ao 9º ano) exige uma progressão das habilidades que supere a mera descrição de informações e fatos do cotidiano, cujo significado, muitas vezes, se restringe ao contexto imediato do aluno.


De acordo com as diretrizes da BNCC para esse nível de ensino, analise as afirmativas a seguir:


I. O raciocínio geográfico deve ser exercitado por meio de princípios metodológicos como analogia, conexão, diferenciação e ordem, visando a compreensão do ordenamento territorial e das interações entre componentes físiconaturais e ações antrópicas.

II. Na unidade temática "Formas de representação e pensamento espacial", a cartografia deve ser abordada não como um fim em si mesma, mas como suporte para o raciocínio geográfico, permitindo que o aluno interprete o mundo em transformação.

III. O ensino de Geografia nos Anos Finais deve focar prioritariamente na fixação de nomenclaturas e dados estatísticos regionais, garantindo que o aluno possua uma base de "conhecimento factual" antes de desenvolver o senso crítico.

IV. Entre as competências específicas de Geografia, destaca-se a capacidade de construir argumentos baseados em informações geográficas que promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e à alteridade.


Está CORRETO o que se afirma em

Leia os textos de apoio.


Texto 1

Contudo, mais destrutiva do que essa ação direta da cana sobre o solo é a sua ação indireta, através do sistema de exploração da terra que a economia açucareira impõe: exploração monocultora e latifundiária. [...] Hoje se sabe que a perda da fertilidade é um fator importante no mecanismo de erosão, e a cana esgota rapidamente a fertilidade dos solos, alterando sua estrutura.

CASTRO, Josué. Geografia da Fome – o dilema brasileiro: pão ou aço. Rio de Janeiro: 1984. (Adaptado)


Texto 2

De acordo com o Atlas do Espaço Rural Brasileiro (IBGE), os estabelecimentos com menos de 50 hectares representam 81,4% do total de propriedades, mas ocupam apenas 12,8% da área total. Em contrapartida, grandes latifúndios (acima de 2.500 hectares) representam apenas 0,3% do total de propriedades, mas açambarcam 32,8% da área produtiva do país, sendo a pequena e média propriedade (até 500 ha) a principal responsável pelo abastecimento do mercado interno com produtos de subsistência (arroz, feijão e mandioca).

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Atlas do espaço rural brasileiro. Rio de Janeiro: 2020.



A análise comparativa entre a denúncia histórica de Josué de Castro e os dados estatísticos recentes do IBGE permite identificar uma permanência estrutural na organização do espaço agrário brasileiro.

Sob a perspectiva da análise multiescalar e socioespacial, é CORRETO afirmar que a manutenção da "Geografia da Fome" no Brasil contemporâneo se explica porque