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Em a Crítica da Razão Pura, Immanuel Kant aponta que: “Não se pode duvidar de que todos os nossos conhecimentos começam com a experiência, porque, com efeito, como haveria de exercitar-se a faculdade de se conhecer se não fosse pelos objetos que, excitando os nossos sentidos, de uma parte, produzem por si mesmos representações, e, de outra parte, impulsionam a nossa inteligência a compará-los entre si, a reuni-los ou separá- -los, e deste modo à elaboração da matéria informe das impressões sensíveis para esse conhecimento das coisas que se denomina experiência? (1999. Adaptado).

Para Kant, embora todos os conhecimentos comecem com a experiência,
A noção de causalidade, ou seja, a crença na existência de um princípio causal que relaciona os fenômenos naturais, constituindo-se em uma lei universal, explicando a própria racionalidade do real em termos da relação causa-efeito, e estabelecendo assim um nexo, um elo causal entre tudo o que acontece, é um pressuposto filosófico que remonta aos filósofos pré-socráticos. Entretanto, Hume questiona a realidade objetiva desse princípio causal.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Ressalta Danilo Marcondes que, no clássico exemplo das bolas de bilhar, Hume argumenta que
Como apontam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins: “O filósofo inglês John Locke elaborou sua teoria do conhecimento na obra Ensaio sobre o entendimento humano, que tem por objetivo saber qual é a essência, qual é a origem, qual é o alcance do conhecimento humano” (2009. Adaptado).

De acordo com Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins, o conhecimento, para Locke,
Ressaltam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins que: “No percurso realizado por Descartes, nota-se uma incontestável valorização da razão, do entendimento, do intelecto. Como consequência, acentua-se o caráter absoluto e universal da razão, que, partindo do cogito, e só com suas próprias forças, descobre todas as verdades possíveis. Daí a importância de um método de pensamento, como garantia de que as imagens mentais – ou representações da razão – correspondam aos objetos a que se referem, que, por sua vez, são exteriores à própria razão” (2009).

Com base na análise de Aranha e Martins (2009), cabe afirmar que, para Descartes,
As histórias da filosofia tradicionalmente não reconheciam no Renascimento importância ou especificidade do ponto de vista filosófico, sendo apenas um período de transição entre a Idade Média e a Modernidade. Atualmente, entretanto, essa tendência tem mudado, e o Renascimento tem sido visto como detentor de uma identidade própria, desenvolvendo uma concepção específica de filosofia e do estilo de filosofar que, se rompe com a escolástica medieval, por outro lado não se confunde inteiramente com a filosofia moderna.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Para Danilo Marcondes, a principal contribuição filosófica do Renascimento para a filosofia moderna foi