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Quando se afirma que os gregos e romanos inventaram a política, o que se diz é que desfizeram aquelas características da autoridade e do poder. Embora, no começo, gregos e romanos tivessem conhecido a organização econômico-social de tipo despótico ou patriarcal, um conjunto de medidas foram tomadas pelos primeiros dirigentes – os legisladores – de modo a impedir a concentração dos poderes e da autoridade nas mãos de um rei, senhor da terra, da justiça e das armas, representante da divindade.
(Disponível em: https://territoriosdefilosofia.wordpress.marilenachaui.com. Acesso em: agosto de 2024.)

Em se tratando, especificamente, da visão de Aristóteles:
A filosofia nasce por uma desconstrução inicial das estruturas automáticas da vida, ou seja, de sua obviedade. Assumimos uma atitude filosófica no momento que passamos a questionar o automatismo e a obviedade do real. A filosofia consiste, em suas linhas gerais e determinantes, na crítica da realidade, crítica que se dirige em todos os sentidos, inclusive a si mesma, como autocrítica. [...] Filosofia tem muito a ver com a reflexão crítica; com uma postura reflexiva; um pensar profundo; aprender a pensar de modo sistemático e coerente.
(Souza, 2003.)

O termo filosofia é atribuído ao filósofo e matemático Pitágoras, que viveu no século V a.C.; para ele:
Braudel apresenta a capacidade do mediterrâneo de difundir rapidamente a materialidade, especialmente em decorrência da crescente navegação das populações costeiras. O aspecto do Mar Mediterrâneo como via de transmissão, não só de objetos, mas também de códigos e ideias, é justamente a razão pela qual esse autor o considera uma “espécie de planeta onde tudo circulou precocemente” e um dos “centros vivos do universo”, que interliga os continentes africano, europeu e asiático em um espaço unitário. (BRAUDEL, 2001, p. 30-31.)

Embora existam várias críticas em relação a essa visão de Braudel sobre o Mar Mediterrâneo, os gregos: 
Para a compreensão do alcance da filosofia no mundo ocidental, imprescindível se faz voltarmos nossas atenções à antiguidade grega, responsável pelo surgimento das primeiras especulações a respeito do homem, daquilo que lhe é tangível e daquilo que transcende a sua capacidade sensorial. A análise histórica permitir-nos entender a gradativa construção dessa civilização e do incomensurável edifício cultural erigido em seu seio. (BITTAR, 1994.)

Já é um consenso que o surgimento da filosofia está intrinsecamente ligado à histórica da Grécia, onde:
É consenso entre os especialistas que a aventura intelectual vivida pela ciência moderna teve como seus precursores mais remotos os gregos. No período medieval mais tardio, que do ponto de vista da evolução do pensamento ocidental, viu prosperar o casamento da filosofia grega com a teologia do cristianismo, conhecido como período escolástico (início do século IX até o final do século XVI), essas amarras se tornaram ainda mais fortes. Agora, poderosas razões políticas e religiosas faziam com que fosse sumamente importante controlar conhecimento e pensamento teóricos, mantendo-os dentro do escopo do pensamento religioso. (ABRANTES, P. C, 1998.)

Esses filósofos denominados precursores acabaram merecendo a denominação conjunta de Pré-Socráticos e ficaram de certa maneira conhecidos, entre outros fatores: