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Foram décadas reivindicando reconhecimento institucional e amparo legal. Entre dezenas de associações e, posteriormente, sindicatos e milhares de histórias individuais semelhantes. A luta das trabalhadoras domésticas por direitos é antiga, melindrosa e majoritariamente feminina e negra. Oriunda de um passado escravocrata e colonial, paternalista e misógino, foram necessárias sete décadas para que, no âmbito jurídico, as trabalhadoras domésticas fossem reconhecidas como categoria profissional, com garantias trabalhistas equiparadas ao restante dos trabalhadores brasileiros. Ainda hoje, entretanto, nas esferas social e cultural, são vítimas da informalidade, da discriminação de classe, raça e gênero, e de assédio moral, sexual e financeiro.
Os desafios persistem, mas, nessa história, já foi trilhado um longo caminho de resistência. Radis traça uma breve linha do tempo do movimento das trabalhadoras domésticas. A trajetória política dessa categoria se confunde com a formação da sociedade brasileira e com o contexto reivindicatório das mobilizações populares no país. Conheça figuras pioneiras, datas marcantes e mudanças conquistadas com o empenho, a perseverança e a participação ativa e conjunta das trabalhadoras domésticas do Brasil. [...]


Disponível em: https://radis.ensp.fiocruz.br/reportagem/linha-do-tempo/breve-historia-do-trabalhodomestico/. Acesso em: 13 jun.2024.


No trecho acima, o autor emprega alguns elementos linguísticos – palavras e/ou expressões – que funcionam como operadores argumentativos, responsáveis pela coesão e pela coerência do texto.

Assinale a alternativa que contém um desses operadores, introduzindo um significado indicador de contraste, oposição, restrição ou ressalva.
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A sociedade industrial é maléfica para a velhice. [...]. A sociedade rejeita o velho, não oferece nenhuma sobrevivência à sua obra. Perdendo a força do trabalho ele já não é produtor nem reprodutor. Se a posse e a propriedade constituem, segundo Sartre, uma defesa contra o outro, o velho de uma classe favorecida defende-se pela acumulação de bens. Suas propriedades o defendem da desvalorização de sua pessoa. O velho não participa da produção, não faz nada: deve ser tutelado como um menor. Quando as pessoas absorvem tais ideias de classe dominante, agem como loucas porque delineiam assim o seu próprio futuro.
Nos cuidados com a criança, o adulto “investe” para o futuro, mas em relação ao velho age com duplicidade e má-fé. A moral oficial prega o respeito ao velho, mas quer convencê-lo a ceder seu lugar aos jovens. [...]. Se o idoso não cede à persuasão, à mentira, não se hesitará em usar a força. Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no asilo em que foram abandonados pelos seus!

A característica da relação do adulto com o velho é a falta de reciprocidade que pode se traduzir numa tolerância sem o calor da sinceridade. Não se discute com o velho, não se confrontam opiniões com as dele, negando-lhe a oportunidade de desenvolver o que só se permite aos amigos: a alteridade, a contradição, o afrontamento e mesmo o conflito. Quantas relações humanas são pobres e banais porque deixamos que o outro se expresse de modo repetitivo e porque nos desviamos das áreas de atrito, dos pontos vitais, de tudo o que em nosso confronto pudesse causar o crescimento e a dor! Se a tolerância com os velhos é entendida assim, como uma abdicação do diálogo, melhor seria dar-lhe o nome de banimento ou discriminação. [...].

BOSI, Ecléa. Memória e Sociedade: lembranças dos velhos. São Paulo: Companhia das Letras,2001, p.77.



Assinale a alternativa que melhor resume as ideias do texto.
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Releia o trecho a seguir:


O impacto desse fenômeno é vasto, afetando a saúde mental dos indivíduos, limitando a diversidade nas equipes e, paradoxalmente, restringindo a inovação, uma vez que a verdadeira criatividade surge da fusão de diferentes perspectivas e experiências.


É CORRETO afirmar que a relação lógicosemânƟca predominante nesse trecho é de:

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Considerando-se o contexto de uso, o sentido das palavras em destaque está corretamente identificado nos colchetes, EXCETO em:

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Releia o último parágrafo do texto. Nele a articulista, metaforicamente, compara a vida a um livro. Essa comparação só é POSSÍVEL porque entre a vida e o livro é estabelecida uma relação de:

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