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Uma equipe de Saúde da Família (eSF) do interior de um estado, atuante em um território com alta proporção de população rural, cadastra 4.200 pessoas. O gestor municipal questiona a necessidade de parametrização da equipe ea delimitação das responsabilidades do Enfermeiro no modelo eSF. O Enfermeiro, com base na Portaria nº 2.436/2017, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), esclarece as atribuições da equipe e os limites do território de referência. Diante desse caso, analise as afirmativas abaixo:

I. Cada eSF deve ter população adscrita recomendada de 2.000 a 3.500 pessoas, respeitando critérios de vulnerabilidade e especificidades territoriais.

II.O Enfermeiro da eSF realiza consulta de enfermagem, solicita exames complementares prescreve medicamentos conforme protocolos e normas técnicas.
III. A PNAB veda ao Enfermeiro a realização de visitas domiciliares, atribuição exclusiva do Agente Comunitário de Saúde (ACS) e do Médico.
IV.O e-SUS Atenção Básica é utilizado para registro das ações das equipes, produção de dados e monitoramento da Atenção Básica.
V. A responsabilização sanitária exige conhecer o território e desenvolver ações de promoção, prevenção, tratamento, reabilitação e cuidado integral.

Pode-se afirmar que:
Um Enfermeiro da equipe de Saúde da Família identifica, durante visita domiciliar, que um homem de 38 anos, que mantém relações sexuais com outros homens (HSH), nunca realizou testagem para HIV e não possui vínculo regular com a Unidade Básica de Saúde (UBS). O usuário relata receio de discriminação no serviço de saúde e desconhecimento sobre o acesso ao tratamento. O Enfermeiro, então, adota condutas baseadas no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Manejo da Infecção pelo HIV no Adulto e nas diretrizes de assistência de enfermagem em Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Diante dessa situação, avalie as afirmativas: 

I. O Enfermeiro pode solicitar e realizar testagem rápida para HIV na Atenção Básica, conforme protocolos do Ministério da Saúde e normas profissionais.
II. O diagnóstico de HIV indica início da TARV para todos os adultos, independentemente da contagem de CD4, conforme PCDT vigente.
III. Sigilo, acolhimento humanizado e cuidado sem julgamento são princípios essenciais na assistência às pessoas com HIV ou vulnerabilidade para ISTs.
IV. O acompanhamento pela equipe de Saúde da Família é dispensável, pois o cuidado deve ocorrer em serviços especializados.

Pode-se afirmar que:
Uma Enfermeira acompanha uma puérpera de 26 anos, primípara, internada em um alojamento conjunto após parto vaginal sem intercorrências. Com 12 horas de puerpério imediato, a paciente refere dificuldade para amamentar, mamilos com fissuras bilaterais e choro do recém-nascido por dificuldade de pega. O recém-nascido apresenta peso de nascimento de 3.200g, Apgar 9/10, sem intercorrências. A Enfermeira, então, realiza intervenções baseadas nos protocolos de pré-natal e puerpério do Ministério da Saúde e nas diretrizes de aleitamento materno. Considerando esse caso, assinale a alternativa CORRETA.
Em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), um Enfermeiro integrante de uma equipe de Saúde da Família recebe, em uma consulta de enfermagem, uma mulher de 32 anos com histórico de dois episódios de crise psíquica grave nos últimos 18 meses, atualmente em acompanhamento irregular no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) do Município. A usuária relata dificuldades de acesso ao serviço especializado, abandono da medicação psicotrópica há 60 dias e conflitos familiares decorrentes do transtorno mental. O Enfermeiro reconhece a necessidade de articulação com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e adota condutas baseadas no Instrutivo Técnico da RAPS no SUS. Analisando esse caso, assinale a alternativa CORRETA.
Durante consulta de enfermagem na UBS, o Enfermeiro atende uma gestante de 28 semanas que apresenta cartão de vacinação desatualizado. A paciente nunca recebeu a vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular do adulto) e não possui registro de vacinação contra hepatite B na gestação atual. O Enfermeiro consulta o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde vigente para orientar as condutas. Diante desse caso, assinale a alternativa CORRETA.