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“Naquela madrugada, dia 25 de novembro de 1807, quando d. João encerrou a sessão do Conselho de Estado com a decisão tomada, havia ainda muito o que fazer. A Família Real deveria embarcar para o Brasil dali a dois dias, antes que as tropas de Napoleão, que já tinham cruzado as fronteiras lusitanas, alcançassem Lisboa. Era hora de executar o plano [...]: trasladar, da terra para o mar, tudo e todos que significassem sobrevivência e sustentação do governo monárquico, que seria instalado no Rio de Janeiro. Mas o tempo era curto, a viagem, longa e cheia de imprevistos: era a primeira vez que uma casa real cruzava o Atlântico e tentava a sorte longe do continente europeu. Distante dos tempos dos primeiros descobridores, que atravessaram o oceano para encontrar riqueza e glória em terras americanas, agora era a própria dinastia de Bragança que fugia (na visão de alguns), evitava sua dissolução (na visão de outros), ou empreendia uma política audaciosa para escapar do tratamento humilhante que Napoleão vinha impondo às demais monarquias.”
(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A longa viagem da biblioteca dos reis: do terremoto de Lisboa à independência do Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 2002. pp.208-209.)
A chegada da família real portuguesa ao Brasil, em 1808, produziu transformações estruturais na colônia. Sobre esse processo, indique a alternativa correta.
“A Espanha era uma metrópole antiga, porém subdesenvolvida. No final do século XVIII, após três séculos de domínio imperial, a América espanhola ainda via um reflexo de si mesma em sua metrópole. Se as colônias exportavam matérias-primas, o mesmo acontecia com a Espanha; se as colônias dependiam de uma marinha mercante estrangeira, o mesmo ocorria na Espanha; se as colônias eram dominadas por uma elite latifundiária sem inclinação para poupança ou investimento, o mesmo acontecia na Espanha. Contudo, as duas economias diferiam em uma atividade fundamental: as colônias produziam metais preciosos, enquanto a metrópole não. Apesar dessa divisão de trabalho excepcional, ela não beneficiava diretamente a Espanha. Eis um caso peculiar na história moderna: uma economia colonial dependente de uma metrópole subdesenvolvida.”
(BETHELL, Leslie (Ed.). Historia de América Latina. La independencia. v.5. Barcelona: Crítica,2000. p.1.)
Considerando os processos de independência na América Espanhola, assinale a afirmativa correta.
“A expansão marítimo-comercial europeia dos séculos XV-XVI pode ser entendida como o encaminhamento, para a solução [...] da crise geral do século XIV.”
(MARQUES, Adhemar Martins et al. História moderna através de
textos. São Paulo: Contexto,2003. p.67.)
Acerca do processo histórico da expansão marítima europeia dos séculos XV e XVI, conhecido como ‘Grandes Navegações’, assinale a afirmativa correta.