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A formação territorial de Sergipe, após a expulsão dos holandeses no século XVII, consolidou-se através de tratados que definiram seus limites com estados vizinhos, estabelecendo uma autonomia administrativa que a elevou à condição de capitania real desmembrada da Bahia, com capital inicialmente em São Cristóvão.
Os primeiros habitantes de Sergipe, os povos indígenas, possuíam uma organização social complexa e uma profunda compreensão de comércio baseada em moedas, além de práticas agrícolas sedentárias que garantiam o suprimento constante de alimentos em suas aldeias fixas.
A colonização de Sergipe, iniciada no século XVI, diferiu do restante do Brasil por ter como protagonistas os jesuítas, que tiveram como principal objetivo a catequese dos povos indígenas e a fundação de missões, antes da chegada de tropas militares portuguesas para a expulsão de invasores franceses.
A presença de grupos indígenas como os Tupinambás no litoral de Sergipe, durante o período pré-colonial, caracterizou-se pela prática da antropofagia ritualística, pelo escambo como forma de troca e por um estilo de vida nômade, com deslocamentos constantes em busca de recursos naturais.
O contato inicial dos colonizadores europeus com os grupos indígenas na região de Sergipe, notadamente os Kiriris no sul do estado, foi marcado por conflitos diretos e imediatos, com os portugueses impondo sua cultura e religião de forma agressiva desde o primeiro momento da chegada.