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O ciclo econômico da borracha, no final do século XIX e início do XX, teve um impacto significativo em Sergipe, impulsionando o desenvolvimento de novas cidades no interior do estado e atraindo um grande fluxo migratório, o que diversificou a economia local para além da cana-de-açúcar.
A fundação de Aracaju como capital de Sergipe, em 1855, ocorreu devido a fatores estratégicos e sanitários, substituindo a antiga capital São Cristóvão, que sofria com problemas de alagamentos e insalubridade, além de sua localização menos favorável à navegação e ao desenvolvimento econômico.
A colonização do território sergipano, iniciada efetivamente no século XVI, foi marcada pela distribuição de sesmarias a colonos, que estabeleceram grandes propriedades rurais voltadas para a monocultura de cana-de-açúcar, consolidando um modelo de exploração baseado na mão de obra escravizada e na concentração de terras.
A colonização do estado de Sergipe, iniciada de forma gradual, caracterizou-se pela concentração de terras em grandes propriedades exploradas por sesmeiros, que recebiam essas extensões como concessão da Coroa Portuguesa, estabelecendo um modelo de produção agrária voltado para a exportação de produtos como o açúcar.
O ciclo da cana-de-açúcar foi o principal motor econômico de Sergipe durante o período colonial, moldando a sociedade, a cultura e a paisagem do estado, com a formação de engenhos e a utilização intensiva de mão de obra escravizada, o que gerou profundas desigualdades sociais e econômicas.