Filtrar


Questões por página:

As recentes abordagens historiográficas sobre os processos que levaram à Independência do Brasil, sobretudo no caso da guerra pela Independência na Bahia (1822 - 1823), além de questionarem a narrativa tradicional e centralizadora da Independência do Brasil, destacam multiplicidade de percepções acerca do processo emancipatório Brasileiro dentro de cada região do país.


Em diálogo com a história social e com estudos sobre cultura política, esse episódio passou a ser interpretado como um:

“Estudos a respeito das experiências das mulheres escravas têm apontado para o papel de resistência delas no interior das plantações. [...] Nas áreas rurais — nas quais a maior parte estava empregada nas plantações —, educavam seus filhos através da linguagem e da música, conservando elementos fundamentais de identidades construídas. A partir de tais elementos, ajudavam a reinventar tradições de protesto, muitas das quais africanas (GOMES,1995).”
Tendo em vista o trecho acima, é possível afirmar que a historiografia vem buscando reinterpretar a noção de “resistências escrava” no contexto da escravidão colonial brasileira como:

"[...] o que não se perdoa a Hitler não é o crime em si, o crime contra o homem, não é a humilhação do homem em si, é o crime contra o homem branco, a humilhação do homem branco e o ter aplicado à Europa processos colonialistas a que até aqui só os árabes da Argélia, os 'coolies' da Índia e os negros de África estavam subordinados (CÉSAIRE,2020).”


Com base no trecho acima e na historiografia pertinente sobre o tema, pode-se afirmar que:

Em meio à Primeira Guerra Mundial, o governo da Grã-Bretanha emite a Declaração Balfour (1917) onde ficava declarado o apoio da Grã-Bretanha ao estabelecimento de um "lar nacional para o povo judeu" na Palestina. Com o fim da Primeira Guerra Mundial e a divisão de terras do Império Otomano entre França e Grã-Bretanha, as tensões entre a população árabe local e imigrantes judeus cresceram enquanto a GrãBretanha controlava aquela região. Até que em maio de 1949 aconteceu a Nakba.
Acerca da Nakba, está correta a seguinte afirmativa:
Em diversas sociedades africanas tradicionais, as relações sociais eram ancoradas em estruturas complexas de parentesco e reciprocidade. Tais estruturas que regulavam o trabalho e o acesso à terra teriam sido mantidas mesmo após a expansão militar e comercial dos povos árabes em direção ao continente africano no século VI. Contudo, foi com a invasão europeia que esses sistemas são rompidos e novas formas de exploração e dependência são impostas aos africanos de diversas etnias e grupos culturais.

Sobre as relações entre sociedade, economia e natureza nas sociedades africanas tradicionais, é possível afirmar que: