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Leia o texto.

“A técnica moderna introduziu ações de uma tal ordem inédita de grandeza, com tais novos objetos e consequências que a moldura ética antiga não consegue mais enquadrá-las. [...]. A presença do homem no mundo era um dado primário e indiscutível de onde partia toda ideia de dever referente à conduta humana: agora, ela própria tornou-se um objeto de dever – isto é, o dever de proteger a premissa básica de todo dever, ou seja, precisamente a presença de meros candidatos a um universo moral no mundo físico do futuro; isso significa, entre outras coisas, conservar este mundo físico de modo que as condições para uma tal presença permaneçam intactas”.
(JONAS, H. O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para civilização tecnológica. Rio de Janeiro: Contraponto; Ed. PUC-Rio, 2006)

Considerando o trecho citado e as reflexões de Hans Jonas sobre o princípio da responsabilidade, é correto afirmar:
"Falarei na presença do meu Deus do ano vigésimo nono da minha idade. Já tinha vindo para Cartago o bispo dos maniqueístas, chamado Fausto, ´grande laço do demônio´, pois seduzia a muitos por meio da sua melífula eloquência. Não obstante ser esta para mim aplaudida. Sabia, contudo, discerni-la das verdades que desejava aprender. Não reparava no vaso do discurso em que as ministrava, mas sim no alimento de ciência que Fausto, tão conceituado entre eles, me apresentava como manjar. Tinha chegado até mim a fama de que era eruditíssimo nas ciências mais prestigiosas e, sobretudo, conhecedor das artes liberais". (AGOSTINHO. As confissões. Tradução de Angelo Ricci. São Paulo: Abril, 1973. p. 92). 


O fragmento acima da obra de Santo Agostinho introduz sua crítica ao maniqueísmo, doutrina que o filósofo de Hipona havia defendido quando jovem, mas que abandonou posteriormente. Um dos aspectos da doutrina maniqueísta que foi objeto da crítica agostiniana foi justamente:

Considere a frase seguinte e assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.

A afirmação básica da ______ clássica aristotélica é que todas as coisas tendem para um bem qualquer e que o fim de uma coisa é o bem que lhe é próprio.

Sobre as visões alegóricas de Hildegard von Bingen (1098- 1179), filósofa e mística medieval, pode-se dizer que “animais e monstros aparecem como sinais da natureza e de Deus que a razão precisa compreender. Animais desfilam como formas significativas, unindo os mundos inferior e superior. Símbolos animais que apresentam seus elementos para produzir monstros na arte combinatória da alegoria, imagens da mais radical dissimilaridade, adequadas para representar tanto o diabo quanto Deus”.

CIRLOT, Victoria. Hildegard von Bingen y la tradición visionaria de Occidente. Barcelona: Herder Editorial, S.L., 2005., p. 94. (Adaptado).

Santa Hildegard se insere na grande tradição da filosofia alegórica. Sobre o trecho acima, é correto dizer que
“O pecado não é senão o consentimento vicioso da vontade livre ao nos inclinarmos àquelas coisas que a justiça proíbe, e das quais o homem é livre de se abster; ou seja, o mal não está nessas coisas, mas no seu uso não legítimo. O uso das coisas é legítimo, contanto que a alma permaneça na lei de Deus e esteja sujeita ao Deus único com um amor perfeito, e se sirva das demais coisas, que lhe estão sujeitas, sem cupidez e sem luxúria, ou seja, de acordo com o preceito de Deus.”

AGOSTINHO. Comentário ao Gênesis. Trad. Agustinho Belmonte. São Paulo: Paulus, 2005., p. 349.

Considerando o texto de Agostinho, é correto afirmar que