Filtrar


Questões por página:

O avanço das tecnologias assistivas tem ampliado as possibilidades de acesso à comunicação e à aprendizagem de pessoas surdas, favorecendo o ensino e a difusão da Libras em contextos educacionais e sociais. Entretanto, o uso pedagógico dessas tecnologias exige compreensão crítica sobre seus limites e potencialidades. Considerando as diretrizes das políticas públicas de inclusão e os princípios da Educação Bilíngue de Surdos, analise as afirmativas a seguir:



I.Recursos tecnológicos como aplicativos de tradução automática de Libras, avatares sinalizadores e dicionários digitais podem apoiar o processo de ensino-aprendizagem, desde que sejam utilizados de forma complementar, mediada por profissionais proficientes em Libras.


II.Existem os produtos denominados de Baixa Tecnologia (low-tech) e os produtos de Alta Tecnologia (high-tech). Para alunos surdos são utilizados apenas tecnologia low-tech.


III.As tecnologias visuais e interativas, quando integradas a princípios pedagógicos bilíngues, podem potencializar a aprendizagem de estudantes surdos e ouvintes, promovendo acessibilidade comunicacional e valorização da Libras.


IV.O uso de tecnologias assistivas na educação de surdos deve priorizar softwares baseados em leitura labial e estímulos auditivos, pois esses favorecem o desenvolvimento da oralização e da integração social.



É correto o que se afirma em:

Visualizar Questão Comentada
Ao se observar as diferenças entre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a Língua Portuguesa, analise as proposições a seguir:

I. A Libras é uma língua visual-espacial, enquanto a Língua Portuguesa é oral-auditiva.
II. A Libras possui marcação de gênero semelhante à Língua Portuguesa, como a flexão entre masculino e feminino.
III. Na Libras, as expressões faciais assumem valor gramatical, diferentemente da Língua Portuguesa, em que não são consideradas parte da gramática.
IV. A Libras apresenta sintaxe espacial, incluindo o uso de classificadores, enquanto a Língua Portuguesa segue uma sintaxe linear. V.A escrita da Libras é alfabética, como ocorre na Língua Portuguesa.

É correto o que se apresenta em:
Visualizar Questão Comentada
O intérprete de libras educacional precisa conhecer a história da educação de surdos para situar sua prática e avaliar como suas decisões interpretativas afetam o modelo de educação estabelecido na instituição de trabalho. As teorias educacionais para o ensino de surdos em ordem cronológica são:

Existem diferentes níveis de interferência linguística nas sobreposições de bilíngues bimodais de dois pares de línguas como brasileiro usando a língua de sinais e a língua portuguesa. Quadros (2017) aponta várias interferências, nesse sentido, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__) Há tendência de ter omissões da morfologia do português.

(__) Há omissão de usos de palavras funcionais no português.

(__) Quando as duas línguas são produzidas simultaneamente, há prejuízos para a prosódia de ambas.

(__) O modo bilíngue exige mais esforço cognitivo processual.

(__) Quando as línguas faladas forem usadas como primária, as línguas de sinais se acomodam à estruturas das línguas faladas.


Assinale a alternativa com a sequência correta:

Visualizar Questão Comentada
Em conformidade com o ensino da Libras e da Língua Portuguesa (LP), avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Aos poucos, a língua de sinais vem adquirindo notoriedade e superando o estereótipo que lhe fora concedido. A escrita responde a uma demanda comunicativa alfabética, enquanto a língua de sinais atende a uma demanda específica visual e espacial. Enquanto isso, na língua oral (tanto para a fala quanto para a escrita) há a emissão de um som/palavra após o outro (linearidade); na língua sinalizada, a simultaneidade é característica recorrente devido ao uso, concomitante, da expressão, da configuração de mão e de outros itens lexicais.

( ) O acesso tardio à Libras ocorre ainda pelo desconhecimento da língua sinalizada por parte da família, pela resistência da equipe médica que orienta a família ou da própria família em entender a surdez e sua consequência linguística. Reitera-se assim que a defesa pela normalização do sujeito surdo, de modo a enquadrálo ao uso da LP falada, fez com que se disseminasse uma visão deturpada da língua sinalizada, mesmo ela ainda não podendo ser considerada como uma língua.