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As doenças metabólicas em ruminantes são distúrbios específicos da assimilação e/ou da excreção dos constituintes nutricionais do organismo, bem como da diminuição, do excesso ou da falta na ingesta, nos meios naturais de fornecimento. Assinale a alternativa correta sobre doenças metabólicas em ruminantes:
Uma novilha leiteira, holandesa, 18 meses, foi atendida em clínica veterinária apresentando claudicação severa do membro pélvico direito com impossibilidade de estender o joelho. O proprietário relata que o animal apresentou episódio agudo de queda durante a movimentação no curral há 2 dias. Ao exame clínico, observa-se edema moderado na região do joelho, posicionamento do membro em flexão permanente, e palpação revela deslocamento medial da patela com impossibilidade de redução manual. O animal apresenta dor severa à manipulação da articulação femorotibial. Radiografias confirmam luxação medial de patela com possível envolvimento de estruturas articulares. Considerando a etiologia, a fisiopatologia, a classificação e o manejo clínico-cirúrgico de luxação de patela em bovinos de leite, qual das seguintes alternativas melhor descreve esta afecção? 
Uma vaca leiteira, holandesa, 5 anos, multipara, foi atendida em emergência com prolapso retal completo. O proprietário relata que a vaca apresentou esforço excessivo durante a defecação há aproximadamente 4 horas, resultando em prolapso de aproximadamente 60 cm de reto. A vaca apresenta sinais clínicos severos: mucosas pálidas e secas, frequência cardíaca de 110 bpm, frequência respiratória de 40 irpm, tempo de preenchimento capilar de 3 segundos, temperatura retal de 36,8°C. O exame do prolapso revela edema severo, descolorado roxo-escura com áreas de necrose e presença de contaminação fecal. O veterinário suspeita de choque hipovolêmico secundário ao prolapso retal, com possível comprometimento hemodinâmico severo. A vaca apresenta hematócrito de 48% (referência: 24-46%), proteína plasmática total de 8,2 g/dL (referência: 6,0-7,5 g/dL), indicando hemoconcentração severa. Considerando os desafios hemodinâmicos, fluidoterapia apropriada, uso de cristaloides e coloides em grandes animais, analise as seguintes afirmativas, julgando se verdadeiras (V) ou falsas (F): 

l. O prolapso retal em vacas é uma emergência cirúrgica que resulta em perda significativa de fluidos corporais através da superfície mucosa edemaciada e necrótica do reto prolapsado. A hemoconcentração observada (hematócrito 48%, proteína plasmática total 8,2 g/dL) indica perda de fluidos corporais com retenção relativa de células sanguíneas e proteínas, resultando em choque hipovolêmico. A fluidoterapia deve ser iniciada imediatamente com cristaloides (solução de Ringer lactato) em bolus de 20-40 mL/kg IV durante 15-30 minutos, seguida de manutenção contínua, com objetivo de restaurar perfusão tecidual e normalizar parâmetros hemodinâmicos.
II. Em caso de choque hipovolêmico severo como o apresentado, o uso de coloides (albumina, dextrana, gelatina, plasma) é contraindicado em grandes animais, pois estes medicamentos aumentam significativamente a pressão oncótica intravascular, causando extravasamento de fluido para o interstício e piora do edema. Portanto a fluidoterapia deve ser baseada exclusivamente em cristaloides, evitando completamente o uso de qualquer coloide em vacas com choque hipovolêmico.
III. A monitorização hemodinâmica durante fluidoterapia em prolapso retal deve incluir avaliação contínua de frequência cardíaca, frequência respiratória, tempo de preenchimento capilar, coloração de mucosas, temperatura de extremidades e possível mensuração de pressão venosa central (PVC) através de cateter em veia jugular. A normalização destes parâmetros indica resposta apropriada à fluidoterapia. Porém, em grandes animais, a interpretação de PVC deve levar em conta que valores normais são diferentes de pequenos animais (referência em vacas: 5-15 cm H,O), e elevação de PVC pode indicar sobrecarga de volume ou falha cardíaca.
IV. A velocidade de infusão de cristaloides em vacas com choque hipovolêmico deve ser agressiva na fase inicial (bolus rápido), mas deve ser reduzida significativamente após restauração de perfusão tecidual básica, pois infusão contínua agressiva de cristaloides em grandes animais pode resultar em edema pulmonar, edema subcutâneo severo e possível falha cardíaca. Além disso, em casos de prolapso retal com edema severo, infusão excessiva de cristaloides pode piorar o edema do tecido prolapsado, dificultando a redução e aumentando risco de necrose tecidual.
V. A escolha entre cristaloides e coloides em vacas com choque hipovolêmico deve ser baseada exclusivamente no tipo de fluido disponível no momento, sem consideração de fatores clínicos como severidade do choque, tempo de evolução ou presença de edema. Portanto, se apenas houver cristaloides, deve-se usar cristaloides; se houver apenas coloides à disposição, deve-se usar coloides, independentemente de qualquer outra consideração clínica.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Bezerro holandês, 12 dias, 42 kg, com diarreia profusa há 72 horas, em decúbito lateral, hipotermia, reflexo de sucção ausente, enoftalmia acentuada e desidratação estimada em 12%. A hemogasometria venosa revelou: pH 7,08; HCO?? 8 mEq/L; PCO? 32 mmHg; BE -18 mEq/L; K? 6,2 mEq/L; Na* 132 mEq/L; CI- 108 mEq/L. Considerando a fórmula do déficit de bicarbonato (peso x 0,6 x BE), a conduta correta é:
Vaca holandesa, 5 anos, em pleno terço de lactação, atendida em propriedade leiteira com queda abrupta de produção (de 35 L para 10 L/dia em 48 horas), anorexia parcial, postura com cifose dorsal e relutância ao caminhar. Ao exame: FC 88 bpm, T 39,6 °C, hipomotilidade ruminal, gemido expiratório à compressão dorsal sobre a cernelha (prova de Williams positiva) e dor à percussão da região xifóide. Hemograma: leucocitose (16.000/pL) com neutrofilia e desvio à esquerda. Considerando o diagnóstico mais provável e os princípios terapêuticos consagrados na literatura, a conduta clínica mais adequada é: