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Leia o excerto a seguir:


[...] o desenvolvimento requer que se removam as principais fontes de privação de liberdade: pobreza e tirania, carência de oportunidades econômicas e destituição social sistemática, negligência dos serviços públicos e intolerância ou interferência excessiva de Estados repressivos. A despeito de aumentos sem precedentes na opulência global, o mundo atual nega liberdades elementares a grande número de pessoas – talvez até mesmo à maioria. Às vezes, a ausência de liberdades substantivas relaciona-se diretamente com a pobreza econômica, que rouba das pessoas a liberdade de saciar a fome, de obter uma nutrição satisfatória ou remédios para doenças tratáveis, a oportunidade de vestir-se ou morar de modo apropriado, de ter acesso a água tratada ou ao saneamento básico. Em outros casos, a privação de liberdade vincula-se estreitamente à carência de serviços públicos e assistência social, como, por exemplo, a ausência de programas epidemiológicos, de um sistema bem planejado de assistência médica e educação ou de instituições eficazes para a manutenção de paz e da ordem locais. Em outros casos, a violação da liberdade resulta diretamente de uma negação de liberdades políticas e civis por regimes autoritários e de restrições impostas à liberdade de participar da vida social, política e econômica da comunidade [...]


SEN, Armatya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. P. 18.



O excerto faz referência à teoria do Desenvolvimento como Liberdade, proposta por Armatya Sen, economista, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998. Segundo essa teoria, 

As sociedades americanas foram constituídas por processos de colonização, formação de Estados nacionais, deslocamentos populacionais e disputas envolvendo grupos com experiências históricas distintas. Nesse contexto, identidades sociais e culturais podem adquirir dimensão política quando mobilizadas por sujeitos que reivindicam reconhecimento, direitos ou territórios.

Com base nessas relações, qual alternativa interpreta CORRETAMENTE a formação de identidades e lutas sociais nas Américas?
Movimentos sociais americanos articularam historicamente reivindicações econômicas, políticas, territoriais e culturais, produzindo diferentes formas de pertencimento coletivo.
As identidades mobilizadas nesses processos não constituem categorias imutáveis, pois podem adquirir novos significados conforme os conflitos e relações sociais em que são acionadas.
Com base nessa perspectiva, examine as afirmações seguintes.

I.Identidades coletivas podem adquirir significado político quando associadas a reivindicações construídas por movimentos e grupos sociais.
II.As lutas por território podem envolver dimensões econômicas e identitárias que se articulam nas reivindicações de determinados grupos.
III.A constituição de identidades políticas elimina diferenças internas quando os integrantes de um movimento reconhecem um pertencimento coletivo compartilhado.
IV.Movimentos indígenas, camponeses e afrodescendentes podem articular reivindicações materiais a demandas por reconhecimento cultural e direitos.
V.A mobilização de identidades nacionais transforma reivindicações sociais em projetos políticos equivalentes entre diferentes sociedades americanas.

Está CORRETO o que se afirma em:
A inclusão social pode ser definida como: 
A sociedade brasileira passou por importantes transformações políticas, econômicas, sociais e culturais nas últimas décadas. Seus efeitos podem ser observados nas instituições, nas relações de trabalho, na organização territorial, nas formas de participação social e nas condições de vida de diferentes grupos da população. Considerando as relações entre mudanças e permanências na história recente do Brasil, qual interpretação está correta?