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No manejo de um paciente em crise suicida, a elaboração do Plano de Segurança é uma intervenção fundamental que visa substituir práticas obsoletas, como o antigo “contrato de vida”. Com base nas diretrizes de manejo e nos princípios de psicoterapia de crise discutidos por Botega (2023), assinale a alternativa que descreve corretamente um pilar essencial para a eficácia dessa ferramenta.
Segundo Nardi e colaboradores (2022), o comportamento suicida, dentre as emergências psiquiátricas, é o que mais enseja dilemas éticos.
Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir.
I. O imperativo médico para preservar a vida deve prevalecer sobre os princípios de respeito à autonomia e ao sigilo do paciente nestes casos, sendo impositiva a intervenção do psiquiatra nas tentativas de suicídio, tendo em vista o princípio da inviolabilidade da vida previsto na Constituição Federal de 1988.
II. O Código Penal dispõe que a intervenção médica pode ocorrer à revelia do paciente, sem que isso caracterize constrangimento ilegal em duas possibilidades: o ato médico realizado em caso de iminente risco de morte e a ação voltada para evitar o suicídio.
III. Na psiquiatria, a confidencialidade adquire importância ainda maior, sendo uma das grandes responsáveis pelo papel poderoso e íntimo dos psiquiatras na vida dos seus pacientes. Assim, o respeito à confidencialidade do paciente deve ser mantido de forma irrestrita, não sendo justificável a quebra de sigilo.
Está correto o que se afirma em  
Jorge Caldeira, 48 anos, perdeu sua empresa de transporte e todas suas reservas financeiras após sofrer um golpe do sócio que fugiu com a esposa de Jorge e o filho único do casal (de 6 anos) para o Pará há seis meses.
Desde então, Jorge começou a se afastar dos amigos e familiares e iniciou um padrão de uso de álcool nocivo e solitário (abuso em binge). Jorge não tem irmãos e seus pais são falecidos.
Por conselho de um colega, Jorge procurou um psiquiatra. O homem declarou ao médico que nada mais importava e a vida não tinha mais sentido. Porém, o paciente negou desejo de morte ou ideação suicida.
O psiquiatra diagnosticou uma síndrome depressiva reativa com transtorno de uso de álcool. Sobre esse contexto, analise as afirmativas a seguir.  
I. O psiquiatra deveria, conforme orientações da Associação Brasileira de Psiquiatria, contribuir para a constituição de uma rede de apoio afetivo emocional com amigos próximos, com o consentimento do paciente, para, entre outras razões, prevenir e monitorar o risco de suicídio mesmo que o paciente tenha negado desejo de morte ou ideação suicida, porque Jorge apresenta praticamente todos os fatores de risco (homem, meia-idade, solitário e com transtorno de uso de álcool).
II. O psiquiatra deveria encaminhar o paciente ao CAPS-AD para que possa ter atenção multidisciplinar de que necessita, dada a complexidade de seu caso (social, psicológica, clínica geral e psiquiátrica).
III. O psiquiatra deveria, dentre as abordagens farmacológicas, usar a naltrexona para redução do desejo pelo álcool (craving), monitorando as enzimas hepáticas devido ao risco de hepatotoxicidade intrínseca do fármaco, especialmente em pacientes com consumo prévio elevado de álcool.
Está correto o que se afirma em 
Sobre a avaliação e o cuidado diante do risco de suicídio na Atenção Primária à Saúde, analise as afirmativas:

I – A avaliação deve abordar ideação, plano, intenção, acesso a meios, tentativas anteriores e fatores protetores.
II – A estimativa clínica do risco resulta do conjunto de achados atuais, do histórico, do suporte disponível e da possibilidade de acompanhamento.
III – O plano de segurança inclui sinais de alerta, estratégias pessoais, contatos de apoio, serviços de crise e redução do acesso a meios.
IV – O sigilo permanece integral diante de risco iminente, pois o acionamento de apoio depende de autorização formal da pessoa.
V – A transição entre serviços exige comunicação responsável e seguimento pactuado, especialmente após uma crise ou tentativa recente.

Estão corretas as afirmativas:
A avaliação do risco de suicídio apoia-se na investigação ativa da ideação, do plano e dos fatores de risco, afastando concepções equivocadas quanto à abordagem do tema com o paciente. Considerando essa avaliação, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

(__)A abordagem direta sobre a ideação suicida deve ser evitada, por induzir o comportamento em pacientes previamente sem risco identificado.
(__)A avaliação do risco pondera a existência de plano estruturado, o acesso a meios letais e a história de tentativas prévias.
(__)Transtornos mentais, como a depressão e a dependência de substâncias, elevam o risco de comportamento suicida no paciente.
(__)A ausência de transtorno mental diagnosticável afasta a necessidade de avaliação do risco de suicídio no atendimento.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: