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Fragmento 1: “Aqueles que superam os outros em prudência e razão, mesmo que não sejam superiores em força física, aqueles são, por natureza, os senhores; ao contrário, porém, os preguiçosos, os espíritos lentos, mesmo que tenham as forças físicas para cumprir todas as tarefas necessárias, são por natureza servos […] Tais são as nações bárbaras e desumanas, estranhas à vida civil e aos costumes pacíficos”

Fragmento 2: “Àqueles que pretendem que os índios são bárbaros, responderemos que essas pessoas têm aldeias, vilas, cidades, reis, senhores e uma ordem política que, em alguns reinos, é melhor que a nossa […] Esses povos igualavam ou até superavam muitas nações e uma ordem política que, em alguns reinos, é melhor que a nossa.”

(LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense,2003)

Os fragmentos acima esboçam duas ideologias antagônicas e concorrentes que permeavam o imaginário europeu no século XVI acercado dos nativos das Américas. Sobre o tema é possível afirmar que:

Sobre museus, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Os museus de arqueologia e etnografia têm, nos últimos anos, atuado na reflexão e na construção de lugares de interlocução nas pesquisas e ações com povos indígenas.
II. Os museus de arqueologia e etnografia historicamente acolhem e estimulam pesquisas antropológicas e de cultura material, pesquisas arqueológicas e/ou registros de manifestações folclóricas regionais.
III. O Museu do Índio é um museu de arqueologia e etnografia que surgiu no âmbito dos museus universitários.
IV. O Museu do Índio foi concebido por um etnógrafo, funcionário do serviço de proteção aos índios (SPI).
Sobre a Antropologia nos museus, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo.
( ) O papel da Antropologia nos museus universitários é historicamente recente e atua para o fortalecimento de uma compreensão mais profunda das alteridades indígenas.
( ) O papel da Antropologia nos museus universitários é historicamente recente e tem contribuído para a construção de guardas compartilhadas de coleções etnográficas e ampliado a participação indígena nas instituições.
( ) A Antropologia teve um papel importante na criação dos museus universitários que, por sua vez, atuaram na construção e consolidação de imagens e representações das sociedades indígenas em universidades brasileiras e na sociedade.
O lugar dos museus na sociedade vem mudando ao longo das últimas décadas, no entanto, a despeito de sua herança colonial, as instituições museais continuam tendo um papel importante na construção de um diálogo entre a produção do conhecimento científico e os saberes e experiências culturais e sociais. Nesse contexto, os museus de arqueologia e etnologia no Brasil têm grandes desafios: se por um lado, dialogam com um contexto global de gestão e valorização dos patrimônios culturais, por outro, vinculam-se às particularidades históricas e culturais de suas formações, acervos e engajamentos sociais. Qual afirmativa melhor define esses desafios?
O filósofo Gérard Lebrun, em seu livro intitulado O que é o poder, discorre sobre diferentes abordagens do conceito de poder. Na apresentação da obra, tece considerações sobre o binômio poder/dominação, tendo como referência a obra de Michel Foucault. Escreve Lebrun:
Quando a questão é compreender como foi e continua sendo possível a resignação, quase ilimitada, dos homens perante os excessos do poder, não basta invocar as disciplinas e as mil fórmulas de adestramento que, como mostra Foucault, são achados relativamente recentes da modernidade. Sua origem e seu sucesso talvez se devam a um sentimento atávico dos deserdados, de serem por natureza excluídos do poder, estranhos a este – talvez derivem da convicção de que opor-se a ele seria loucura comparável a opor-se aos fenômenos atmosféricos. Ainda que o poder não seja uma coisa, ele se torna uma, pois é assim que a maioria dos homens o representa. É preciso situar a tese de Foucault dentro de seus devidos limites: o homem condicionado, adestrado pelos poderes, é o privilegiado, o europeu. Não é o colonizado, não é o proletário do Terceiro Mundo (assim como não era o proletário europeu do século XIX). Estes, o poder não pensa sequer em domesticar: domina-os – e muito de cima. (LEBRUN, Gérard. O que é poder. São Paulo: Brasiliense,2004, p.08.)

Com base na reflexão desenvolvida por Lebrun, é correto afirmar que: