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Em uma escola pública de Ensino Médio, após episódios de comentários sexistas entre os estudantes, a professora de filosofia propõe rodas de conversa para discutir as causas estruturais da violência de gênero. Inspirada na obra Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade (2013), de bell hooks, essa professora organiza debates mediados pelos próprios estudantes, com o objetivo de tornar a sala de aula um espaço democrático e crítico. Durante a atividade, ela compartilha sua motivação: “Fazer da sala de aula um contexto democrático onde todos sintam a responsabilidade de contribuir é um objetivo central da pedagogia transformadora”. Com base nesse princípio, os estudantes elaboram perguntas e hipóteses a partir de suas vivências, promovendo reflexões coletivas e construindo estratégias para enfrentar a desigualdade de gênero.

Caracteriza-se como conclusão compatível com a análise crítica desenvolvida pelos estudantes, promovendo também sua autonomia intelectual, a
No ano 2000, irrequieto com a descoberta de que havia muitos endereços eletrônicos em seu nome, Umberto Eco comentou que “o princípio da desconfiança deveria estar implícito para qualquer um que tenha experimentado um chat”, advertindo que “não basta apenas desconfiar de mensagens cuja procedência exata desconhecemos, mas também das mensagens de nossos correspondentes habituais, pois um vírus poderia ter nos enviado a mensagem fatal em nome deles”. E assevera: “um jornal que publicasse, por definição, apenas notícias falsas, não mereceria ser comprado (a não ser com intenção cômica)”, porque “jornais têm um pacto implícito de veracidade, que não pode ser violado salvo dissolução de qualquer contrato social”. Por fim, o autor questiona: “o que acontecerá se o principal instrumento da comunicação do novo milênio não for capaz de instaurar e controlar a observância deste pacto?”
ECO, U. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade
líquida. Rio de Janeiro: Record,2017 (adaptado).

Um professor de filosofia, com base nas citações de Umberto Eco, elabora um plano de aula no qual pretende conduzir seus estudantes ao questionamento acerca da veracidade das informações que são repassadas nas redes sociais. Pensando na temática, no objeto e no objetivo da sua proposta, qual recurso didático é adequado para compor esse plano de aula?
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Explicando comparativamente as propostas filosóficas de Sócrates e dos sofistas, a professora de filosofia do Ensino Médio desenvolve um plano de aula no qual propõe aos estudantes o estímulo ao pensamento, visando capacitá-los a inferir que as práticas intelectuais dos sofistas proporcionam o (a)
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Em sala de aula, um professor expõe e promove o uso da dialética socrática-platônica para provocar nos estudantes um contato mais direto com o pensamento antigo. Uma proposta que faz com que eles experimentem esse modelo investigativo a fim de identificar as peculiaridades dessa dialética é
E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros, no período em que ainda estava ofuscado, antes de adaptar a vista – e o tempo de se habituar não seria pouco – acaso não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até em cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam?
PLATÃO. A República. São Paulo: Fundação Calouste Gulbenkian,1987.

Com base no Mito da caverna, um professor propôs uma atividade em que os estudantes deveriam responder à seguinte problemática: libertar-se ou ser libertado? As respostas seriam postadas em uma plataforma interativa e expostas em tempo real perante toda a turma, a fim de suscitar interação, debate e embate de ideias. Ao relacionar o pensamento de Platão ao uso de TDICs, esse professor