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Embora recebam críticas, os investigadores estadunidenses vêm trabalhando a bioética a partir exclusivamente dos quatro princípios tradicionais: autonomia, beneficência, não maleficência e justiça. A teoria principialista tomou como fundamento esses quatro princípios básicos, os quais seriam uma espécie de “mantra”, um instrumento acessível e prático para análise dos conflitos surgidos no campo bioético. Como esse contexto foi produzido a partir da visão anglo-saxônica do mundo, o tema da autonomia foi maximizado hierarquicamente com relação aos outros três, tornando-se uma espécie de superprincípio.

(Garrafa, 2005. Adaptado)

Segundo o autor, a prioridade atribuída ao princípio bioético da autonomia é contestável porque
Os pressupostos racistas partilhados pela maioria dos Europeus na virada do século XIX ao XX são hoje totalmente inaceitáveis, pelo menos na vida pública. Um poeta não poderia hoje escrever sobre: “raças inferiores à margem da lei” e manter – e até aumentar – a sua reputação, como fez Rudyard Kipling em poema de 1897 que celebrava os 60 anos no trono britânico da Rainha Vitória. Não quer isto dizer que os racistas tenham desaparecido, mas apenas que têm de disfarçar o seu racismo se quiserem que a sua política e as suas ideias tenham alguma possibilidade de aceitação. O princípio de que todos os seres humanos são iguais faz parte da ortodoxia política e ética dominante.

(Singer, 2018. Adaptado)

Segundo Peter Singer, o princípio da igualdade supõe que
A Bioética passou, desde os anos de 1970 até a atualidade, por várias etapas de desenvolvimento histórico. A última etapa, de ampliação conceitual, caracteriza-se após a homologação, em 10 de outubro de 2005, em Paris, da Declaração Universal de Bioética e Direitos Humanos da UNESCO, a qual, além de confirmar o caráter pluralista e multi-inter-transdisciplinar da bioética, amplia definitivamente sua agenda para além da temática biomédica-biotecnológica inicial.

(Garrafa, 2005. Adaptado)

A ampliação da temática tratada pela Bioética mencionada no excerto passou a incorporar
Na obra Ética prática, Peter Singer indica que: “Algumas pessoas pensam que a ética é inaplicável ao mundo real por a encararem como um sistema de regras curtas e simples do tipo “Não mintas”, “Não roubes” ou “Não mates”. Não admira que quem adopta esta visão da ética pense que esta não se adapta às complexidades da vida. Em situações invulgares, as regras simples entram em conflito; e, mesmo quando isso não acontece, seguir uma regra pode levar ao desastre” (2018. Adaptado).

Segundo Peter Singer, as limitações próprias da aplicação de regras éticas simples
Ao estudas questões relacionadas à argumentação filosófica, Juvenal Savian Filho alerta que é preciso considerar que: “nem todos os textos filosóficos contêm uma argumentação explícita. Alguns deles são propositalmente escritos na forma de aforismos, ou seja, de afirmações sucintas e diretas sobre o pensamento de um autor (2010. Adaptado).

Segundo Juvenal Savian Filho, para compreender adequadamente aforismos filosóficos, é necessário