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Ressaltam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins que: “No percurso realizado por Descartes, nota-se uma incontestável valorização da razão, do entendimento, do intelecto. Como consequência, acentua-se o caráter absoluto e universal da razão, que, partindo do cogito, e só com suas próprias forças, descobre todas as verdades possíveis. Daí a importância de um método de pensamento, como garantia de que as imagens mentais – ou representações da razão – correspondam aos objetos a que se referem, que, por sua vez, são exteriores à própria razão” (2009).

Com base na análise de Aranha e Martins (2009), cabe afirmar que, para Descartes,
As histórias da filosofia tradicionalmente não reconheciam no Renascimento importância ou especificidade do ponto de vista filosófico, sendo apenas um período de transição entre a Idade Média e a Modernidade. Atualmente, entretanto, essa tendência tem mudado, e o Renascimento tem sido visto como detentor de uma identidade própria, desenvolvendo uma concepção específica de filosofia e do estilo de filosofar que, se rompe com a escolástica medieval, por outro lado não se confunde inteiramente com a filosofia moderna.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Para Danilo Marcondes, a principal contribuição filosófica do Renascimento para a filosofia moderna foi
O principal nome da patrística, escola filosófica que floresce na alta idade média com grande influência do idealismo platônico, foi Agostinho (354-430), bispo de Hipona, cidade do norte da África. Durante toda a Idade Média, a aliança entre fé e razão na verdade significava reconhecer a razão como auxiliar da fé e, portanto, a ela subordinada.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Como apontam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins, a máxima que expressa a concepção de Agostinho sobre a relação entre fé e razão é
Na obra Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes ressalta que: “Durante muito tempo a Idade Média foi conhecida como a “Idade das Trevas”, um período de obscurantismo e ideias retrógradas, marcado pelo atraso econômico e político do feudalismo, pelas guerras religiosas, pela “peste negra” e pelo monopólio restritivo da Igreja nos campos da educação e da cultura” (2010. Adaptado).

No entanto, segundo o autor, a concepção obscurantista da Idade Média desconsidera
Ao analisar a dialética platônica, Danilo Marcondes afirma: “Embora represente um rompimento com o senso comum, uma superação da opinião, a dialética platônica tem como ponto de partida o senso comum e a opinião, submetidos a um reexame crítico. O filósofo não invoca uma revelação externa, uma inspiração, uma autoridade divina superior” (2010. Adaptado).

Com base na análise de Danilo Marcondes, o papel do filósofo consiste em