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Segundo Perlin (2005), a identidade surda se constroi dentro de uma cultura visual. Essa diferença precisa ser entendida não como uma construção isolada, mas como uma construção multicultural. O convívio de uma criança surda durante toda sua infância e juventude apenas com ouvintes permitirá que ela tenha contato intenso com a língua majoritária.
Dessa forma, é correto afirmar que ocorreu o
Nas décadas de 60 e 70, a população de surdos do MS era reduzida e não havia escola para surdos. Porém, um grupo de jovens se encontravam no final do dia para um pequeno lazer e todos se comunicavam por meio da língua de sinais. Esses encontros promoviam a comunicação do cotidiano, discussão de questões de trabalho, relacionamento e lazer.
Em 1987, um grupo de surdos uniu-se com o objetivo de preservar a língua
Segundo Fernandes (2008), o indivíduo bilíngue é um agente que usa e atualiza dois sistemas simbólicos, com signos distintos para representar conceitos a partir das experiências vividas. Os signos de natureza gestual, espacial e visual, melhor traduzem os processos de percepção e apreensão da experiência da criança surda, desprovida da capacidade de escutar os sons da linguagem verbal articulada e aprendê-la de forma natural.
É correto afirmar, então, que a ...... é o sistema mediador da criança surda por excelência, e permite que sua percepção seja transformada em conceitos mentais.
Preenche corretamente a lacuna da frase acima:
Segundo Quadros (2008), as crianças surdas têm tido acesso à língua de sinais brasileira tardiamente, pois as escolas não oportunizam o encontro adulto-surdo × criança-surda. Elas encontram os surdos-adultos na fase da adolescência, normalmente por acaso. A grande maioria das crianças surdas são filhos de pais ouvintes e no ambiente escolar tem contato com um professor ouvinte. As crianças surdas precisam ter a chance de desfrutar do encontro surdo-surdo. Neste caso, os pais de crianças precisam descobrir este mundo essencialmente visual-espacial e conhecer a língua de sinais. Para que isso ocorra, é necessário, principalmente, que
Ottmar Teske (1998) destaca sobre a importância da dialogicidade como possibilidade de aceitação das diferenças. Com base na visão cultural antropológica sobre a comunidade surda,