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A professora e pesquisadora surda Karin Strobel (2009) identifica oito artefatos que constituem a cultura do povo surdo. Um desses artefatos se manifesta por meio das lutas das associações de surdos por conquistas legais, como o reconhecimento da Libras pela Lei n.º 10.436/2002 e o reconhecimento da profissão de tradutor e intérprete pela Lei n.º 12.319/2010. Esse artefato cultural é denominado:

A convivência e a interação com a comunidade surda são fatores extremamente relevantes para a obtenção de fluência na língua de sinais. A busca de qualificação permanente e a observância do Código de Ética são fundamentais para o bom desempenho dos intérpretes de Libras. O Profissional que desempenha esta função é a pessoa:

Cultura Surda significa evocar uma questão identitária. Um surdo estará mais ou menos próximo da cultura surda a depender da identidade que assume dentro da sociedade. De acordo com Perlin (1998), a identidade inconformada pode ser definida como aquela:

Pelo fato de surdos e ouvintes encontrarem-se imersos, normalmente, no mesmo espaço físico e partilharem de uma cultura, ditada pela maioria ouvinte, no caso do Brasil, a cultura brasileira, surdos e ouvintes compartilham uma série de hábitos e costumes, ou seja, aspectos próprios da Cultura Surda, mesclados a aspectos próprios da Cultura Ouvinte, Por esse motivo, Skliar (1998) afirma que a Cultura Surda não é uma imagem velada de uma hipotética Cultura Ouvinte, não é seu revés, nem uma cultura patológica, fato que nos permite entender os indivíduos surdos e sua cultura como:

A compreensão dos aspectos socioculturais da comunidade surda é possível quando analisado pela trajetória histórica da educação das pessoas surdas, que é marcada pela dualidade da comunicação; alguns, defendem o uso da língua oral, outros, o uso da língua de sinais e há, como Padden, Humpries, (1996); Bernardino (2000); Larrosa, Skliar, (2001), quem defenda o uso das duas línguas em sistemas bimodais ou: