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De acordo com o infográfico do Anuário Brasileiro de Segurança Pública em 2023, apresentado a seguir,
houve um crescimento de todos os indicadores relacionados à violência contra a mulher.
Disponível em: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/07/anuario-2023.pdf. Acesso em: 1 jun. 2024.
Em uma escola de Ensino Médio, foi implementado um projeto interdisciplinar sobre gênero e sexualidade, e o infográfico acima foi um dos recursos utilizados pelos professores das áreas de Ciências Exatas, Naturais e Humanas. Os docentes decidiram analisar, com os estudantes, os indicadores de violência contra a mulher e os dados relacionados ao perfil das vítimas de feminicídio e de seus agressores.
Com base nessa situação e nos dados sobre feminicídio apresentados no infográfico, é correto afirmar que, ao final do projeto, os estudantes deverão concluir que
Disponível em: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/07/anuario-2023.pdf. Acesso em: 1 jun. 2024.
Em uma escola de Ensino Médio, foi implementado um projeto interdisciplinar sobre gênero e sexualidade, e o infográfico acima foi um dos recursos utilizados pelos professores das áreas de Ciências Exatas, Naturais e Humanas. Os docentes decidiram analisar, com os estudantes, os indicadores de violência contra a mulher e os dados relacionados ao perfil das vítimas de feminicídio e de seus agressores.
Com base nessa situação e nos dados sobre feminicídio apresentados no infográfico, é correto afirmar que, ao final do projeto, os estudantes deverão concluir que
O epistemicídio se realiza através de múltiplas ações que se articulam e se retroalimentam, relacionando-se
tanto com o acesso e/ou a permanência no sistema educacional, como com o rebaixamento da capacidade
cognitiva do alunado negro. A exclusão racial, por meio do controle do acesso, do sucesso e da permanência no
sistema de educação, manifesta-se de forma que, a cada momento de democratização do acesso à educação,
o dispositivo de racialidade se rearticula e produz deslocamentos que mantêm a exclusão racial.
CARNEIRO, S. Dispositivo da racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. São Paulo: Zahar editora, 2023 (adaptado).
Considerando-se que essa passagem apresenta uma reflexão sobre os mecanismos pelos quais o epistemicídio se reproduz, é correto afirmar que a exclusão racial apresentada no texto se rearticula por meio da
CARNEIRO, S. Dispositivo da racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. São Paulo: Zahar editora, 2023 (adaptado).
Considerando-se que essa passagem apresenta uma reflexão sobre os mecanismos pelos quais o epistemicídio se reproduz, é correto afirmar que a exclusão racial apresentada no texto se rearticula por meio da
TEXTO 1
Os dados do Relatório Nacional de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios apontam que as mulheres ganham 19,4% menos que os homens no Brasil, mas essa diferença varia de acordo com o grande grupo ocupacional. Em cargos de dirigentes e gerentes, por exemplo, a diferença de remuneração chega a 25,2%.
Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2024/Marco/mulheres-recebem19-4-a-menos-que-os-homens-aponta-1o-relatorio-de-transparencia-salarial. Acesso em: 11 jun. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, 2022. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br. Acesso em: 11 jun. 2024 (adaptado).
Qual tendência pode ser depreendida das informações dos textos apresentados?
Os dados do Relatório Nacional de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios apontam que as mulheres ganham 19,4% menos que os homens no Brasil, mas essa diferença varia de acordo com o grande grupo ocupacional. Em cargos de dirigentes e gerentes, por exemplo, a diferença de remuneração chega a 25,2%.
Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2024/Marco/mulheres-recebem19-4-a-menos-que-os-homens-aponta-1o-relatorio-de-transparencia-salarial. Acesso em: 11 jun. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, 2022. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br. Acesso em: 11 jun. 2024 (adaptado).
Qual tendência pode ser depreendida das informações dos textos apresentados?
De um ponto de vista antropológico, um vírus sozinho não faz pandemia, tampouco explica a doença que
pode resultar do contato com ele. Então, falta d’água em inúmeras comunidades faz pandemia. Negacionismo
e fake news fazem pandemia. Racismo estrutural e ambiental, desigualdades de gênero e falta de acesso
a direitos fundamentais fazem pandemia. Uma economia precária, que impede que toda a população se
isole e viva o tempo do cuidado com segurança, faz pandemia. Ônibus lotado, linhas de produção a todo
vapor, comércio aberto. A lista é grande e o vírus é só um dos itens dela.
SEGATA, J. A pandemia e o digital. Revista Todavia, v. 7, n. 1, p. 8, dez. 2020. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado).
No ensino de Sociologia no Ensino Médio, seria adequado um docente partir da reflexão apresentada pelo texto para explicar que
SEGATA, J. A pandemia e o digital. Revista Todavia, v. 7, n. 1, p. 8, dez. 2020. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado).
No ensino de Sociologia no Ensino Médio, seria adequado um docente partir da reflexão apresentada pelo texto para explicar que
Em determinada escola, a professora de Sociologia e o professor de História, ao realizarem um projeto
interdisciplinar na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, abordaram o pensamento decolonial
de autoras negras sobre a questão racial no Brasil. Entre os conceitos discutidos, foram enfatizadas as
contribuições de Lélia González e Abdias do Nascimento sobre a ideologia do branqueamento, apresentadas,
respectivamente, nos textos a seguir.
TEXTO 1
Era uma forma de rejeitar o meu próprio corpo. Essa questão do branqueamento bateu muito forte em mim e eu sei que bate muito forte em muitos negros também. Há também o problema de que na escola a gente aprende aquelas baboseiras sobre os índios e os negros; na própria universidade, o problema do negro não é tratado nos seus devidos termos.
GONZALEZ, L. Entrevista. O Pasquim, São Paulo, n. 871, p. 8-10, 1986 (adaptado).
TEXTO 2
Uma afirmação exemplar emitida pela ideologia racial brasileira: a assunção de que as pessoas de origem índia ou africana preferem ser rotuladas de brancas e a simultânea presunção de que a benevolência da estrutura social em lhes concedendo o privilégio do status de “branco” constitui prova da ausência de preconceito ou discriminação racial!
NASCIMENTO, A. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Editora Perspectiva SA, 1978. p. 76 (adaptado).
Depreende-se dos trechos escolhidos pelos docentes que as causas da perpetuação da ideologia do branqueamento no Brasil incluem
TEXTO 1
Era uma forma de rejeitar o meu próprio corpo. Essa questão do branqueamento bateu muito forte em mim e eu sei que bate muito forte em muitos negros também. Há também o problema de que na escola a gente aprende aquelas baboseiras sobre os índios e os negros; na própria universidade, o problema do negro não é tratado nos seus devidos termos.
GONZALEZ, L. Entrevista. O Pasquim, São Paulo, n. 871, p. 8-10, 1986 (adaptado).
TEXTO 2
Uma afirmação exemplar emitida pela ideologia racial brasileira: a assunção de que as pessoas de origem índia ou africana preferem ser rotuladas de brancas e a simultânea presunção de que a benevolência da estrutura social em lhes concedendo o privilégio do status de “branco” constitui prova da ausência de preconceito ou discriminação racial!
NASCIMENTO, A. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Editora Perspectiva SA, 1978. p. 76 (adaptado).
Depreende-se dos trechos escolhidos pelos docentes que as causas da perpetuação da ideologia do branqueamento no Brasil incluem