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A prevenção da violência contra a mulher será incluída nos currículos da educação básica. É o que determina a Lei 14164/21, que cria a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher em instituições de ensino básico. A semana promoverá o conhecimento da legislação, a fim de abordar os mecanismos de assistência à mulher em situação de violência, as medidas protetivas e os meios para o registro de denúncias.

(“Nova lei inclui combate à violência contra a mulher no currículo escolar”. www12.senado.leg.br, 11.06.2021. Adaptado.)

A aprovação da lei abordada no excerto expressa
    Um turista argentino de 63 anos foi preso em Tiradentes, Minas Gerais, suspeito de fotografar e filmar um menino negro de sete anos dentro da locomotiva a vapor que liga São João del-Rei à cidade histórica. Segundo o boletim de ocorrência, o homem compartilhou as imagens em um aplicativo de mensagens com comentários racistas, entre eles: “Posso levá-lo como escravo”. Ao ser confrontado pela mãe do menino, o suspeito desbloqueou o aparelho voluntariamente, e ela conseguiu visualizar a conversa em que as imagens do filho haviam sido enviadas com mensagens racistas. Em outra mensagem localizada no celular, segundo a mãe, o argentino dizia que queria levar um escravo para cuidar das netas da pessoa com quem conversava.

(https://oglobo.globo.com, 25.05.2026. Adaptado.)

O caso apresentado na notícia evidencia que as desigualdades étnico-raciais nas sociedades contemporâneas relacionam-se
Após longos e acirrados debates dos segmentos interessados da sociedade brasileira, amplamente divulgados pela mídia, foi aprovado, em julho de 2010, o Estatuto da Igualdade Racial. Necessário ou não, ele vem referendar intenções da Constituição de 1988 que, em seu artigo 5.º, no item XLII, considera a prática do racismo crime inafiançável e imprescritível. Decorridos 22 anos dessa Constituição, estudos sociológicos constataram que:
A eleição de Dilma Roussef – primeira mulher a chegar à presidência da República no Brasil – contribui para fazer crescer o respeito pelas mulheres, diminuindo preconceitos machistas e despertando para a melhoria das relações de gênero no país. Para compreender a importância dessa reflexão, é preciso um conhecimento exato sobre o conceito de gênero, que pode ser assim expresso:

Não fala com pobre, não dá mão a preto, não carrega embrulho.

Pra que tanta pose doutor?

Por que esse orgulho?

A bruxa, que é cega, esbarra na gente e a vida estanca.

O enfarte te pega, doutor, e acaba essa banca

(...)


(Billy Blanco. A Banca do Distinto. In Renato da Silva Queiroz.

Não vi e não gostei – O fenômeno do preconceito.)


Canções conhecidas da Música Popular Brasileira ajudam a desmascarar – através da ironia – atitudes que desumanizam e coisificam o outro, o diferente. Mas, a leveza musical pode criar a ilusão de que é fácil lutar contra esse câncer social – o preconceito, base de estigmas, estereótipos, discriminação, segregação e genocídio. A respeito dessa luta, é possível afirmar que