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A incorporação de referenciais da psicologia positiva, da entrevista motivacional (EM) e da teoria da autodeterminação (SDT) na prática nutricional busca superar modelos prescritivos rígidos. Com base em Seligman (2011), Ryan & Deci (2017) e Tylka & Kroon Van Diest (2013), avalie as assertivas:

I. A EM sustenta-se no reforço da autonomia, evocação de discurso de mudança e redução de resistência, evitando abordagens impositivas que fragilizam a adesão alimentar.
II. O mindful eating amplia a consciência interoceptiva, mas sua eficácia clínica é comprometida quando acoplada a estratégias de restrição cognitiva rígida que reforçam controle externo.
III. A SDT postula que regulações introjetadas ou extrínsecas podem sustentar adesão de longo prazo, desde que apoiadas em reforço punitivo consistente.
IV. Ensaios controlados randomizados reportam melhora de autoeficácia, satisfação corporal e qualidade de vida em intervenções baseadas em psicologia positiva, embora os efeitos antropométricos sejam heterogêneos.

Assinale a alternativa correta:
A deterioração nutricional em doenças hepáticas crônicas, particularmente nas hepatites avançadas e na cirrose, decorre da interação entre hipermetabolismo, inflamação sistêmica, disfunção absortiva e alterações no metabolismo proteicoenergético. As diretrizes da ESPEN (2020) e da AASLD (2018) ressaltam a importância da intervenção nutricional precoce para reduzir complicações e melhorar prognóstico. Considerando esse cenário, qual proposição traduz de modo mais consistente a abordagem nutricional contemporânea nesses quadros?
A terapêutica nutricional em diálise exige conciliar catabolismo, perdas dialíticas e risco cardiovascular-mineral. Considere:

I. Em hemodiálise convencional, perdas de AA e inflamação justificam 1,0–1,2 g/kg/dia de proteína de alto valor biológico; na diálise peritoneal contínua, valores próximos de 1,2–1,3 g/kg/dia tendem a ser necessários.
II. A meta energética usual situa-se em ~30–35 kcal/kg/dia em pacientes não frágeis, ajustando-se para 25–30 kcal/kg/dia em obesidade e menor mobilidade, visando evitar sobrecarga.
III. Manejo de fósforo prioriza restrição dietética, escolha por menor biodisponibilidade e quelantes, não suplementação de rotina; potássio requer ajuste conforme modalidade e laboratório.
IV. Reposição de vitamina D ativa integra o controle do hiperparatireoidismo secundário em DRC avançada, mas é contraindicada na presença de fosfato persistentemente baixo.

Assinale a alternativa correta:
A interface entre inflamação intestinal, microbiota e metabolismo energético confere às doenças gastrointestinais complexidade fisiopatológica que transcende a dicotomia entre funcionalidade e inflamação orgânica. Tanto a síndrome do intestino irritável (SII), considerada desordem funcional modulada por microbiota e hipersensibilidade visceral, quanto a doença de Crohn e a colite ulcerativa, integrantes do espectro das doenças inflamatórias intestinais (DII), exigem intervenções dietéticas ancoradas em evidências translacionais. De acordo com Sartor & Wu (2017), Levine et al. (2020) e Staudacher & Whelan (2017), qual proposição expressa de modo mais consistente a aplicação clínica contemporânea da nutrição nesses contextos?
O manejo nutricional em oncologia deve ser compreendido na confluência entre hipermetabolismo tumoral, resistência anabólica, inflamação crônica e impacto terapêutico das dietas. Autores como Fearon et al. (2012) e Arends et al. (ESPEN, 2021) argumentam que a intervenção dietética não pode ser interpretada isoladamente de processos metabólicos adaptativos. À luz dessas evidências, qual proposição expressa de forma mais consistente a lógica da nutrição clínica em pacientes oncológicos?