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Uma mulher com 32 anos de idade relatou que há três semanas atrás apresentou cefaléia, febre baixa, hemorragia conjuntival, mal estar e mialgia, apresentou também exantema, os sintomas melhoraram ao longo de 5 dias com uso de sintomáticos.
O teste para Zika vírus foi reagente. Procurou emergência de um hospital porque estava com fraqueza ascendente em membros inferiores, arreflexia e disautonomia. A eletroneuromiografia detectou diminuição da velocidade de condução nervosa e evidências de desmielinização segmentar (polirradiculopatia desmielinizante). LCR mostrou dissociação albuminocitológica (aumento de proteínas com contagem de leucócitos normal).
O diagnóstico mais provável e o tratamento indicado são:
Homem de 60 anos, vítima de acidente automobilístico, politraumatizado, encontra-se internado há 21 dias na UTI. Desenvolve pielonefrite. A cultura revelou tratar-se de Acinetobacter baumannii resistente a quase todos os antibióticos (XDR), em especial carbapenêmicos. A. baumannii é considerado um dos patógenos mais importantes causadores de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), e está na lista de patógenos prioritários do documento Global Priority List of Antibiotic-resistant Bacteria To Guide Research, Discovery, And Development Of New Antibiotics, da Organização Mundial da Saúde, como microrganismo crítico, prioridade 1 para pesquisa e desenvolvimento de novos antibióticos.
Nesse caso específico, assinale a opção que apresenta a classe do antibiótico a ser administrado como opção terapêutica. 
Trabalhar em uma emergência pública traz grandes desafios para os médicos e demais membros da equipe de saúde, estão sempre expostos a riscos biológicos e a adquirir germes patogênicos, obviamente estas observações são extensivas à população em geral que entram em contado com estes pacientes. Há urgente necessidade de se estabelecer políticas públicas e criar infraestrutura adequada para acolher e tratar estes enfermos, em especial os mais vulneráveis e frágeis.
Analise as imagens a seguir.

Imagem associada para resolução da questão


As imagens acima foram obtidas por intermédio de Rx e tomografia computadorizada de tórax de dois pacientes: as imagens A e B são de um homem de 45 anos, morador de rua, alcoólatra, usuário de crack, vivendo com HIV em tratamento irregular e várias passagens na clínica da família sem segmento adequado, pois somente procura atendimento em unidade de saúde quando a falta de ar se torna intensa. Tanto o Rx quanto a tomografia de tórax exibem sinais de alta suspeição para tuberculose pulmonar.
As fotos C e D representam a tomografia de tórax de uma paciente com 35 anos, técnica de enfermagem, com tosse, febre e sudorese, mas que se automedicava com sintomáticos, até que resolveu procurar atendimento, observe que não está tão emagrecida quanto o outro paciente. O achado das cavernas em ápice (foto C) e a didática imagem em “árvore em brotamento” (foto B) são quase patognomônicas da tuberculose pulmonar.
Em ambos os casos, as amostras de escarro foram submetidas ao exame Xpert MTB/RIF (GeneXpert®) que é um ensaio de PCR (reação em cadeia da polimerase) em tempo real automatizado que detecta simultaneamente presença do Mycobacterium tuberculosis complexo e resistência à rifampicina. A detecção de fluorescência ao longo da reação de PCR confirma a presença do DNA de M. tuberculosis. Nestes casos, o paciente morador de rua apresentou resistência à rifampicina.
O teste amplifica segmentos específicos do gene que codifica a subunidade ? da RNA polimerase. Ele utiliza sondas moleculares (“molecular beacons”) que se ligam a regiões altamente conservadas do gene.
Com relação à resistência à rifampicina, o seguinte gene é detectado pelo método: 
Paciente do sexo masculino, 19 anos de idade, recruta militar recém-integrado em alojamento coletivo no quartel, comparece na enfermaria com quadro de febre alta súbita (39,5 ?C), cefaleia intensa, náuseas, vômitos e rigidez de nuca. No exame físico observa-se sonolência, fotofobia, sinais de irritação meníngea e exantema petequial difuso em tronco e membros. Nas horas seguintes o paciente evoluiu com taquicardia (FC: 135 bpm), hipotensão arterial (PA: 80 x 50 mmHg), extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado e sinais de choque séptico.
Diante desse quadro, assinale a opção que apresenta a conduta imediata mais adequada, o mais provável diagnóstico e o agente etiológico envolvido.
A pneumocistose (PCP) é o quadro pulmonar mais frequente em pacientes com aids e contagem de linfócitos T CD4 < 200 céluals/mm3 . O Pneumocystis jirovecii foi inicialmente classificado como um protozoário com base em suas características morfológicas. Em 1988, uma análise da pequena subunidade rRNA do Pneumocystis estabeleceu uma ligação filogenética com o reino Fungi, e toda a informação genômica subsequente corroborou a morfologia do Pneumocystis dentro dos fungos actinomicetos.
Esses fungos respondem ao tratamento antimicrobianos antimetabólitos antagonistas do folato, especificamente uma associação de sulfonamida (sulfametoxazol) com inibidor da dihidrofolato redutase (trimetoprima). Entretanto, ao se iniciar o tratamento dos enfermos é frequente a piora paradoxal, com exacerbação dos sinais clínicos e agravamento do quadro.
Para evitarmos essa piora, deve-se associar ao tratamento antimicrobiano