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A prática pedagógica da educação física escolar em que prevalece a orientação advinda do sistema esportivo “oficial” possui um significado (meritocracia), uma finalidade (seleção), um conteúdo (advindo do esporte) e uma forma, que são os
Ao elaborar projeto pedagógico para a educação física escolar numa orientação crítico-superadora, deve-se ter enquanto intencionalidade a superação da meritocracia e do individualismo. O Projeto Político-Pedagógico terá como eixo curricular a apreensão e interferência crítica e autonomia na realidade, e a forma da avaliação é
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Os fatores sociais, econômicos, culturais, étnicos/raciais, psicológicos e comportamentais que influenciam a ocorrência de problemas de saúde e seus fatores de risco na população podem ser problematizados com os/as estudantes nas aulas do componente curricular na Educação Básica. Também significa abordar a saúde dos olhos periféricos, olhos queer, trans, negros, imigrantes, indígenas, bem como de todos aqueles e aquelas que de alguma forma, em algum momento, nunca foram incluídos no debate tradicional da saúde pública.

MALDONADO, D. T. Educação Física Escolar, Corpo e Saúde: problematizações a partir das ciências humanas. In.: Corpoconsciência, Cuiabá-MT, v.26, n.1, p.1-19, jan./ abr.,2022, p.12.

A saúde é um tema complexo e importante no passado, presente e futuro da educação física escolar. Um programa de ensino que tenha como referência as dimensões indicadas pelo texto base trata a temática na perspectiva da saúde
Numa perspectiva crítico-superadora, o espaço intencionalmente organizado para possibilitar a direção da apreensão, pelo aluno, do conhecimento específico da Educação Física e dos diversos aspectos das suas práticas na realidade social é sintetizado pelo conceito de
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Nessa perspectiva, os agentes históricos não teriam qualquer possibilidade de mover-se com autonomia diante das rígidas estruturas ideológicas determinadas pelo Estado. Moldar-se a determinados modelos culturais impostos de forma imperativa seria então tudo o que restaria aos mais diversos sujeitos. [...] Isso equivaleria a extrair do sujeito toda a sua autonomia, ainda que relativa, em face das vicissitudes da vida social e toda sua capacidade de indignação e resistência diante dos modelos preconcebidos de organização da cultura.

OLIVEIRA, Marco Aurélio Taborda de. Educação Física escolar e ditadura militar no Brasil (1968-1984): história e historiografia. In: Ver. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.28, n.1, p.51-75, jan/jun.2002, p.60.

Tendo em vista as imposições do Estado Ditatorial (1964- 1985) sobre a Educação Física escolar, como processo emblemático do autoritarismo, a resistência dos sujeitos escolares requer a reinvenção dos conteúdos e formas de ensino em todos os temas da cultura corporal. Para tanto, deve-se reconhecer a escola como um espaço de