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I. A intuição é compreendida como dimensão da experiência que pode emergir quando o participante se envolve espontaneamente com a situação, não sendo tratada como atributo excepcional reservado a indivíduos especialmente dotados.
II. A transformação característica do jogo teatral ultrapassa uma operação exclusivamente intelectual, podendo decorrer do movimento físico e da circulação de energia entre os participantes, o que evidencia a dimensão relacional e corporal da experiência teatral.
III. A liberdade necessária ao desenvolvimento do jogador é concebida como autonomia individual absoluta; por essa razão, responsabilidade comunitária, regras e interação social devem ser minimizadas para que não interfiram na espontaneidade.
Assinale a alternativa CORRETA.
COLUNA I
1.Cânone.
2.Retrógrado.
3.Acumulação.
4.Uníssono.
COLUNA II
(__)Uma frase é executada simultaneamente pelos integrantes, preservando coincidência temporal de sua organização.
(__)Uma sequência anteriormente construída é reorganizada de modo que suas ações sejam executadas em ordem inversa.
(__)Diferentes intérpretes iniciam a mesma frase em momentos sucessivos, produzindo defasagem temporal planejada.
(__)Uma estrutura é progressivamente ampliada pela incorporação sucessiva de novos elementos ao material já realizado.
A associação correta, na ordem apresentada na Coluna II, é:
Por que um branco brochado de negro? Pela inexistência de um intérprete dessa raça? Entretanto, lembrava que, em meu país, onde mais de vinte milhões de negros somavam quase metade de sua população de sessenta milhões de habitantes, na época, jamais assistira a um espetáculo cujo papel principal tivesse sido representado por um artista da minha cor. Não seria, então, o Brasil, uma verdadeira democracia racial? Minhas indagações avançaram mais longe: na minha pátria, tão orgulhosa de haver resolvido exemplarmente a convivência entre pretos e brancos, deveria ser normal a presença do negro em cena, não só em papéis secundários e grotescos, conforme acontecia, mas encarnando qualquer personagem Hamlet ou Antígona desde que possuísse o talento requerido. Ocorria de fato o inverso: até mesmo um Imperador Jones, se levado aos palcos brasileiros, teria necessariamente o desempenho de um ator branco caiado de preto, a exemplo do que sucedia desde sempre com as encenações de Otelo. Mesmo em peças nativas, tipo O demônio familiar (1857), de José de Alencar, ou Iaiá boneca (1939), de Ernani Fornari, em papéis destinados especificamente a atores negros foi norma a exclusão do negro autêntico em favor do negro caricatural. Brochava-se de negro um ator ou atriz brancos quando o papel contivesse certo destaque cênico ou alguma qualificação dramática. Intérprete negro só se utilizava para imprimir certa cor local ao cenário, em papéis ridículos, brejeiros e de conotações pejorativas.
Abdias do Nascimento. Teatro experimental do negro: trajetória e reflexões. In: Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, n. 25, 1997. Internet: (com adaptações).
A partir do texto acima, assinale a alternativa correta, a respeito do teatro e do ensino de teatro.
No teatro com atores surdos, a construção da personagem e os processos de improvisação exigem uma abordagem que valorize a visualidade, a expressão corporal e as especificidades da língua de sinais. A visualidade, compreendida como um processo de ensino-aprendizagem do sujeito surdo, envolve a percepção e conceituação do mundo através dos signos visuais, sendo fundamental para a criação cênica.
Sobre a improvisação e a construção de personagem a partir da visualidade e da expressão corporal para surdos, analise as afirmativas abaixo e assinale-as com V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) A improvisação e a construção de personagem para atores surdos seguem os mesmos procedimentos utilizados no teatro para ouvintes, com ênfase na entonação vocal, pois a expressão corporal e as expressões faciais são elementos secundários na interpretação.
( ) No trabalho de improvisação e construção de personagem com atores surdos, o corpo e a visualidade assumem papel central, e a expressão corporal e facial são exploradas como elementos narrativos fundamentais, integrados à língua de sinais e à cultura visual surda.
( ) A construção de personagem para atores surdos prioriza a tradução literal de textos orais para a LIBRAS, utilizando a improvisação apenas como aquecimento, sem relação com a criação dramatúrgica.
( ) A improvisação com atores surdos pode ser conduzida prioritariamente em LIBRAS, com os atores surdos como protagonistas do processo criativo, valorizando a expressão corporal e facial como parte integrante da narrativa.
( ) A expressão corporal e facial, no teatro com surdos, tem função meramente estética, não interferindo na construção de personagens ou na narrativa, que é baseada exclusivamente nos sinais da LIBRAS.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: