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Estações elevatórias de esgoto (EEE) são instalações que compõem a infraestrutura de saneamento básico no que compete ao sistema de esgotamento sanitário. A esse respeito, analise as afirmativas.

I. São comumente instaladas em regiões elevadas da zona urbana como estratégia para permitir que a rede de esgotamento sanitário concentre seus efluentes residenciais nessas cotas elevadas, facilitando o direcionamento dos esgotos à estação de tratamento de esgotos (localizada em regiões baixas) por meio do escoamento livre.
II. Um mesmo sistema de coleta e transporte de esgoto sanitário pode operar tanto por escoamento livre (por exemplo, mantendo relação h/D < 0,85) quanto por escoamento forçado (cuja pressão interna na tubulação é diferente da pressão atmosférica). Neste sentido, o bombeamento promovido pelas EEE permite o transporte de esgotos em escoamento forçado.
III. A operação de uma EEE tende a concentrar esgotos em pontos críticos na bacia (por exemplo, talvegues naturais) e um extravasamento pode ocasionar poluição concentrada no corpo hídrico. Para esses casos excepcionais, a Resolução CONAMA n.º 430/2011 prevê uma pequena tolerância quanto à diluição de efluentes durante um curto período.
IV. São frequentemente empregadas para bombear efluentes entre cotas diferentes por meio de bombas. Entre as vantagens de serem operadas, constam a possibilidade de redução das profundidades máximas da rede de esgoto, viabilização da descarga em interceptores ou emissários, ou de transposição de esgotos de uma bacia para outra.
V. Projetos de estação elevatória movidos por energia elétrica devem ser dotados de grupo gerador para compensar eventuais faltas de energia e impedir que haja crime ambiental por despejo de esgotos no corpo hídrico. Pela Resolução CONAMA n.º 430/2011, não existe tolerância para diluição de esgotos no corpo hídrico.

Estão corretas as afirmativas
Um dos processos de tratamento de esgoto, largamente utilizado, é o de lodos ativados e, nele, o esgoto afluente e o lodo ativado são intimamente misturados, agitados e aerados. Um sistema de lodos ativados do tipo convencional é composto pelas seguintes unidades:
A ARIS-MT tem um papel fundamental na regulação dos serviços de saneamento e na sustentabilidade ambiental das operações. Entre as diretrizes da Política Nacional de Saneamento Básico, a reutilização de efluentes sanitários tratados é incentivada como uma alternativa sustentável ao uso de recursos hídricos convencionais.

Considerando esse cenário, qual alternativa melhor justifica a importância do reuso de efluentes sanitários tratados nos projetos regulados pela ARIS-MT?
Os reatores biológicos anaeróbicos são amplamente utilizados no tratamento de esgotos e efluentes industriais, devido à sua eficiência na remoção de matéria orgânica e à produção de biogás. Sobre os diferentes tipos de reatores anaeróbicos listados, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.

I- O reator de leito fixo mantém a biomassa aderida a um material suporte imobilizado, apresentando baixa capacidade de mistura, o que pode levar à formação de zonas mortas.
II- O reator de leito rotatório é caracterizado por uma estrutura giratória parcialmente submersa no efluente, promovendo contato intermitente da biomassa com o líquido e o gás.
III- O reator de leito expandido opera com velocidades ascendentes maiores que as do leito fixo, permitindo o movimento parcial dos suportes e aumentando a transferência de massa.
IV- O reator de leito fluidificado exige velocidades de escoamento ainda maiores que o leito expandido, garantindo suspensão total dos suportes e alta eficiência na retenção de biomassa.
Em um corpo receptor de água, um rio de Classe 2, recebe efluentes de duas cidades e três indústrias. A DBO medida em diferentes pontos, ao longo do rio, varia conforme a contribuição dos efluentes. O rio de Classe 2 deve atender aos seguintes parâmetros da CONAMA 357:

A DBO máxima permitida no ponto de lançamento de efluentes deve ser de 5 mg/L.
O oxigênio dissolvido mínimo no corpo receptor deve ser de 5 mg/L.
Além disso, de acordo com a CONAMA 357 e 430, a DBO máxima permitida para corpos receptores é de 5 mg/L à montante das captações de água e não deve ultrapassar 5 mg/L ao longo do corpo receptor para efluentes lançados.

As contribuições dos efluentes das cidades e indústrias são as seguintes:
Cidade A: 1.000 m³/dia, com DBO de 120 mg/L.Indústria 1: 500 m³/dia, com DBO de 350 mg/L.Indústria 2: 600 m³/dia, com DBO de 250 mg/L.Cidade B: 800 m³/dia, com DBO de 90 mg/L.Indústria 3: 400 m³/dia, com DBO de 200 mg/L.
Considerando-se uma vazão média do rio de 5.000 m³/dia com uma DBO de 2 mg/L, calcule a DBO total no ponto de mistura entre a montante da cidade B e a jusante da indústria 2, verifique se a água está própria para abastecimento na Cidade B, de acordo com os parâmetros da CONAMA.

Informação adicional: A Cidade B utiliza o sistema convencional de tratamento de água para abastecimento público, que inclui processos como floculação, decantação, filtração e desinfecção.