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De acordo com Henriques e Cavalleiro (2005), “Na última década, o debate sobre a dinâmica das relações raciais na sociedade brasileira e as ações afirmativas têm ampliado o seu espaço na esfera pública. O momento atual mostra-se promissor para redimensionar as ações voltadas à superação das desigualdades entre negros e brancos e potencializar um comprometimento manifesto do Estado brasileiro, que é signata?rio, desde 1968, de va?rios tratados e convenções internacionais que objetivam a eliminação da discriminação racial.”

(HENRIQUES, Ricardo; CAVALLEIRO, Eliane. Educação e políticas públicas afirmativas: elementos da agenda do Ministério da Educação. In: SANTOS, Sales Augusto dos (Org.). Ações afirmativas e combate ao racismo nas Américas. Brasília: Ministério da Educação: UNESCO, 2005, p. 209-224).

A partir do cena?rio exposto no texto é correto afirmar, EXCETO que

Apesar de ser um país de muitas riquezas, o Brasil sofre com diversos problemas sociais. Essas condições se fazem presentes nos mais variados âmbitos da sociedade e atingem diferentes grupos, alcançando uma grande parcela da população. Sobre esse assunto, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Os problemas sociais prejudicam não apenas o crescimento e o desenvolvimento do país, mas também a saúde e o bem-estar da população.


( ) O Brasil é o único país com mais de 200 milhões de habitantes com um sistema de saúde pública universal e não há ocorrências de espera por atendimentos em nenhuma especialidade.


( ) Um problema social é definido por qualquer condição ou comportamento que traga consequências negativas para um grande número de pessoas, dificultando que atinjam pleno potencial.


( ) Segundo o relatório de desigualdade mundial, o Brasil está entre os países de menor disparidade, mesmo que a metade da população com as menores rendas ganhe 29 vezes menos que os 10% mais ricos.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Guimarães (1999, p. 13) defende a tese de que “Raça é um conceito que não corresponde a nenhuma realidade natural. Trata-se, ao contrário, de um conceito que denota tão somente uma forma de classificação social, baseada em uma atitude negativa frente a certos grupos sociais, e informada por uma noção específica de natureza, como algo endodeterminado. A realidade das raças limita-se, portanto, ao mundo social.” Dessa definição do conceito de raça, Guimarães conclui que:
“Nota-se que a desigualdade, expressa pela razão entre os rendimentos de uma pessoa localizada no 90º percentil da distribuição de renda e outra situada no 10º percentil, era de 11 vezes em 1970, passou para mais de 12 em 1980 e atingiu seu ápice em 2000, chegando a 14. Entretanto, essa razão caiu abruptamente entre os anos 2000 e 2010, atingindo um patamar inferior àquele observado no início dos anos 1970. A mesma tendência, de forma mais atenuada, pode ser observada na curva que expressa a razão entre os rendimentos do indivíduo mediano e daquele pertencente ao 10º percentil, que passou de 3 para 2,6 vezes entre 2000 e 2010, depois de um período de crescimento contínuo entre 1970 e 2000. Algo parecido ocorreu com a razão entre o 90º e o 50º percentis, que declinou de 4,8 para 3,75 na década de 2000.” (Menezes Filho e Kirschbaum, 2015, p. 114). Segundo os dados apresentados nesse extrato do texto, podemos afirmar que  
Coelho e Dias (2015), analisando os dados sobre saúde no Brasil entre 1980 e 2010, indicam que houve avanços importantes no que se refere à redução das taxas de mortalidade infantil e aumento da expectativa de vida da população brasileira, bem como na redução da desigualdade entre as regiões, os estados e municípios. Os fatores que estão estatisticamente relacionados a esses avanços são: