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Considerando as reflexões apresentadas por Macedo e Medeiros (2025) acerca dos marcadores sociais da diferença, interseccionalidade e saúde coletiva, analise as assertivas abaixo sobre a interseccionalidade e assinale a alternativa correta.

I. Não se limita ao acúmulo de identidades, mas funciona sobretudo como uma lente analítica que revela como estruturas sociais interagem e produzem efeitos políticos e legais.
II. Considera que as categorias de raça, classe, gênero, orientação sexual, nacionalidade, capacidade, etnia e faixa etária estão inter-relacionadas e moldam-se mutuamente.
III. É uma forma de entender e explicar a complexidade do mundo, das pessoas e das experiências humanas.
Segundo Gonçalves (2021), ao discorrer sobre ações afirmativas e sobre o mito da democracia racial, é CORRETO afirmar que:
Considerando a perspectiva de Gomes (2005) sobre os conceitos de “racismo”, “preconceito racial” e “discriminação racial”, analise as afirmativas abaixo:

I - O racismo é um comportamento, uma ação resultante da aversão, por vezes, do ódio, em relação a pessoas que possuem um pertencimento racial observável por meio de sinais, tais como: cor da pele, tipo de cabelo etc.
II - O racismo é um conjunto de ideias e de imagens referente aos grupos humanos que acreditam na existência de raças superiores e inferiores. O racismo também resulta da vontade de se impor uma verdade ou uma crença particular como única e verdadeira.
III - O preconceito é um julgamento negativo e prévio dos membros de um grupo racial de pertença, de uma etnia ou de uma religião ou de pessoas que ocupam um papel social insignificativo.
IV - O racismo é um sistema de crenças que se baseia em padrões de comportamento.
V - A discriminação racial é a adoção de práticas que efetivam o racismo e o preconceito racial.

Estão CORRETAS as afirmativas:
Sobre o conceito de "raça" exposto por Gomes (2005), analise as afirmativas abaixo e assinale V (verdadeiro) ou F (falso):

( ) O Movimento Negro e alguns sociólogos, quando usam o termo raça, não o fazem alicerçados na ideia de raças superiores e inferiores, como originalmente era usada no século XIX. Pelo contrário, usam-no com uma nova interpretação, que se baseia na dimensão social e biológica do referido termo.
( ) Nesse contexto, podemos compreender que as raças são, na realidade, construções sociais, políticas e culturais produzidas nas relações sociais e de poder ao longo do processo histórico.
( ) Quando não refletimos seriamente sobre essa situação e, quando a sociedade constrói formas, ações e políticas na tentativa de criar oportunidades iguais para negros e brancos, entre outros grupos raciais, nos mais diversos setores, estamos contribuindo para a reprodução do racismo.
( ) O racismo, no Brasil, afirma-se através da sua própria negação.
( ) Após a abolição, o Estado brasileiro assumiu uma posição de “suposta neutralidade” política, o que contribuiu ainda mais para aumentar as desigualdades e o racismo.

A ordem CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
“Ora, na medida em que nós negros estamos na lata de lixo da sociedade brasileira, pois assim o determina a lógica da dominação, caberia uma indagação: por que o negro é isso que a lógica da dominação tenta (e consegue muitas vezes, nós o sabemos) domesticar? E o risco que assumimos aqui é o ato de falar com todas as implicações. Exatamente porque temos sido falados, infantilizados, que neste trabalho assumimos nossa própria fala. Ou seja, o lixo vai falar, e numa boa.”

GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: Lélia Gonzalez. Primavera para as rosas negras: Lélia Gonzalez em primeira pessoa. Diáspora Africana: Editora Filhos da África, 2018., p. 193. (Adaptado).

Lélia Gonzalez (1935-1994) propõe, no trecho acima, uma contranarrativa sobre a emancipação dos negros no Brasil, com a compreensão de que