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Em seu texto Construção e desconstrução do silêncio: reflexões sobre o racismo e o antirracismo na sociedade brasileira, presente na coletânea Caminhos convergentes (Marilene de Paula e Rosana Heringer, 2009), Átila Roque destaca que: “Estivemos, na verdade, ao longo da última década, participando de um processo fundamental de ruptura de um dos principais – talvez o mais importante – pilares de sustentação do racismo no Brasil: o silêncio. Silêncio tão conhecido de negros, mulatos, morenos, afrodescendentes ou qualquer outra denominação atribuída à tonalidade da pele – que sofrem ao longo das suas vidas com as consequências do racismo”.
Segundo a reflexão de Átila Roque, o silêncio acerca das questões raciais no Brasil 
Valter Roberto Silvério, em seu texto Evolução e contexto atual das políticas públicas no Brasil: educação, desigualdade e reconhecimento, presente na coletânea Caminhos convergentes (Marilene de Paula e Rosana Heringer, 2009), destaca que: “Embora persistam na literatura controvérsias em torno dos fundamentos daquelas desigualdades, nos últimos 30 anos, o movimento negro brasileiro tem insistido no papel estruturante da discriminação racial e do racismo na sua reprodução e perenidade”.
Conforme a análise de Valter Roberto Silvério, a atuação do movimento negro brasileiro tem sido decisiva para 
Flavia Piovesan, em seu texto Ações afirmativas da perspectiva dos direitos humanos, argumenta que as ações afirmativas tem como objetivo: “remediar um passado discriminatório, acelerando o processo com o alcance da igualdade substantiva por parte dos grupos socialmente vulneráveis, como as minorias étnicas e raciais, entre outros grupos” (Adaptado).
Conforme Flavia Piovesan, destaca-se como característica das ações afirmativas a 
No informativo Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil, elaborado pelo IBGE, está indicado que: “Apesar da considerável expansão e democratização do ensino superior brasileiro a partir dos anos 2000 [...], as desigualdades de acesso [...] dos estudantes continuam elevadas”.
A constatação apresentada no excerto revela que 
Em sua obra A ideia de Brasil moderno, Otavio Ianni afirma: “Depois de 1930, virão 1945, 1964, 1985 e outras datas, simbolizando rupturas, retrocesso, aberturas. A sociedade continuou a modificar-se, em termos sociais, econômicos, políticos e culturais. O que não significa que sempre se modificou para melhor, segundos os interesses da maioria do povo”.
De acordo com Otavio Ianni, o processo de modernização do Brasil foi