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“A banalização do conceito exclusão/inclusão social vem, em primeiro plano, de seu uso como substituto dos conceitos de opressão, dominação, exploração, subordinação entre outros tantos que derivam do exame crítico da luta de classes da sociedade capitalista, como mera modernização da definição de pobre, carente, necessitado, oprimido. A relação entre exclusão/inclusão identifica a iniquidade da desigualdade. Confrontar a exclusão na sua relação com a inclusão é colocar a análise no patamar ético-político, como questão de justiça social, possibilitando a descoberta de novas identidades e dinâmicas sociais”. (Spozati, Aldaiza. A fluidez da inclusão/exclusão social. Ciência e Cultura. vol. 58, n° 4 São Paulo, Oct./Dec. 2006) Desse modo, a partir das colocações do texto, é correto afirmar que
O conceito de “vulnerabilidade social” tem se tornado cada vez mais presente em estudos que guiam a implementação de políticas públicas. Tais estudos enfatizam a relação entre vulnerabilidade e violência. Por exemplo, segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, do Ministério da Economia, e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública: “Enquanto a taxa de homicídios de mulheres não negras teve crescimento de 1,6% entre 2007 e 2017, a taxa de homicídios de mulheres negras cresceu 29,9%. Em números absolutos a diferença é ainda mais brutal, já que entre não negras o crescimento é de 1,7% e entre mulheres negras de 60,5%”. (Acessível em http://www.forumseguranca.org.br/wpcontent/uploads/2019/06/Atlas-da-Violencia-2019 _05jun_vers%C3%A3o-coletiva.pdf, p. 38)
Tendo como suporte as colocações do texto, é correto afirmar que a

Paul Singer buscou, nas suas análises, observar a influência dos elementos estruturais para a formação e desenvolvimento das cidades, segundo ele “a migração interna é um processo social, deve-se supor que ele tenha causas estruturais que impelem determinados grupos a se pôr em movimento.” (1998, p. 52). O autor acrescenta que “quase sempre as causas são econômicas e tem como motor”:

A conceptualização de pobreza é dinâmica. A medida que foram incorporados novos parâmetros às suas definições, há uma complexificação na definição do que seja pobreza. Para Serge Paugam (2003):


“nas sociedades modernas, a pobreza não é somente o estado de uma pessoa que tem falta de bens materiais, corresponde igualmente a um estatuto social específico, inferior e desvalorizado que marca profundamente a identidade dos que a experimentam” (p. 23).


Paugam define esse processo como:

Ao refletir a globalização e os impacto das políticas neoliberais sobre os indivíduos, Loïc Wacquant (1999) propõe um pensamento crítico acerca das desigualdades. Para ele, o Estado contemporâneo tenta mascar sua incapacidade de prover políticas públicas e, ao não as prover, transfere para os indivíduos todas as responsabilidades, ou seja, de uma etapa de investimento em políticas de bem-estar social passa-se para uma etapa de políticas de penalização da pobreza. Essa transição, Wacquant chama de: