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A ética profissional em Terapia Ocupacional orienta a prática responsável e o compromisso com o bem-estar do usuário. Analise as proposições:

I. Zelar pela confidencialidade das informações compartilhadas no setting terapêutico, assegurando o sigilo profissional, exceto em situações que envolvam risco concreto à integridade do usuário ou de terceiros, conforme preconizado pelo código de ética.
II. Atender às demandas familiares de maneira irrestrita, ainda que envolvam procedimentos não respaldados por diretrizes técnicas ou que contrariem a autonomia do sujeito, a fim de preservar o vínculo de confiança com a rede de apoio.
III. Comprometer-se com o aprimoramento técnico-científico permanente, adotando intervenções pautadas em evidências e em referências teóricos que sustentem a prática clínica com responsabilidade e eficácia.
IV. Estruturar o processo terapêutico com base em hierarquias unidirecionais, limitando a participação ativa do usuário como estratégia para reduzir resistências e evitar rupturas na adesão ao plano de tratamento.

Estão CORRETAS as afirmativas:
Assinale a alternativa incorreta. Segundo o COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), compete ao terapeuta ocupacional (TO) o uso de tecnologia assistiva (TA) nas AVDs (Atividade de Vida Diária) e AIVDs (Atividades instrumentais de Vida Diária) com os objetivos de:
A complexidade da prática em Terapia Ocupacional, sobretudo em contextos de sofrimento psíquico, exclusão social e fragilidade institucional, coloca em evidência a necessidade de políticas e estratégias de cuidado voltadas à saúde mental dos próprios profissionais. Estudos recentes apontam que o desgaste empático crônico, a sobrecarga assistencial e a ausência de espaços institucionais de escuta favorecem o desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Diante disso, qual das alternativas expressa, com maior rigor técnico e ético, uma diretriz de preservação da saúde psíquica do terapeuta ocupacional?
O campo das Tecnologias Assistivas na Terapia Ocupacional contemporânea é atravessado por desafios éticos, epistemológicos e pragmáticos que implicam a superação de modelos prescritivos unilaterais, em favor de abordagens integrativas que respeitem a historicidade, os pertencimentos culturais e a agência dos sujeitos. A literatura especializada tem apontado para a importância da avaliação contextualizada e dialógica na prescrição desses recursos, como condição de legitimidade técnica e política do processo terapêutico. Nesse sentido, qual das alternativas expressa com maior rigor os critérios que devem orientar a implementação de tecnologias assistivas em consonância com os marcos éticos da profissão?
A prescrição de tecnologias assistivas no contexto terapêutico ocupacional exige mediações complexas entre os aspectos clínicos, contextuais, simbólicos e ético-políticos envolvidos na relação sujeito-dispositivo-ambiente. De acordo com Cook e Polgar (2020), o processo exige escuta qualificada, análise contextual minuciosa, avaliação das barreiras ambientais e compreensão dos desejos, expectativas e representações sociais que permeiam o uso da tecnologia. Nesse cenário, qual conduta se alinha às premissas éticas e metodológicas contemporâneas da prescrição?