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O design inteligente supõe que existem estruturas biológicas que possuem complexidade irredutível, que é a ideia de que certos sistemas biológicos não podem ter evoluído de sistemas mais simples por meio de seleção natural. E, partindo desta suposição, conclui a existência de um misterioso 'designer' . [...] Quando confrontados com o fato de que a grande maioria das evidências atuais apontam para o processo evolutivo, os defensores do design inteligente contra-argumentam que basta uma prova para desbancar uma teoria.
Fonte: (Adaptado) FONSECA, C.R. Na contramão do pensamento científico. Ciência Hoje, CH358,2019.
A partir deste contexto, analise as proposições a seguir:
I- Cabe a docentes de ciências refutar a ideia do design inteligente a partir de explicações que indiquem que não há evidências de design complexidade irredutível, como por exemplo, os olhos complexos, que evoluíram de forma independente em moluscos e em humanos.
II- Em uma abordagem moderna, deve-se considerar a ideia do design inteligente como uma teoria alternativa para explicação da design diversidade biológica, que, tal como a teoria criacionista, também utiliza a ideia de um criador para explicar o surgimento das peculiaridades das espécies.
III- Uma vez que há evidências que apontam para ideias convergentes tanto com a teoria evolutiva como com a do design inteligente, podemos dizer que elas são concorrentes para a explicação das estruturas biológicas.
É CORRETO o que se afirma em:
Fonte original: CARROLL, S.P.; BOYD, C. Host race radiation in the soapberry bug: natural history with the history. Evolution 46: 1052-1069 (1992). Figura adaptada de Reece et al. (2015).
Na figura acima, que apresenta o principal resultado desse estudo de Carroll e Boyd (1992), em A, vemos a interação com a árvore-da-chuva-dourada (Koelreuteria elegans), espécie introduzida da Ásia; em B, a interação com uma planta nativa, o balãozinho (Cardiospermum corindum). Os pesquisadores também compararam as medidas com as de espécimes em museus coletadas nas duas áreas antes da introdução da árvore-da-chuva-dourada (média do comprimento dos bicos indicada pelas setas). Com base nessas informações e nos conhecimentos sobre evolução biológica, notadamente mecanismos evolutivos e evidências da evolução, analise cada afirmação a seguir:
I. Segundo o estudo, é possível predizer que, em populações que se alimentam na árvore-da-chuva-dourada (A), a evolução por deriva genética resultaria em bicos mais curtos do que aqueles em populações que se alimentam do balãozinho (B).
II. Os espécimes de museu e os dados do estudo sugerem que a alteração no tamanho da fonte de alimento do percevejo-do-saboeiro pode resultar na evolução por seleção natural para adaptação do tamanho do bico.
III. O estudo representa um exemplo de oportunidade de testar o que ocorre, em termos evolutivos, quando os herbívoros trocam para uma nova fonte de alimento com características diferentes das que estão habituados em condições naturais.
IV. Sabendo-se que dados históricos mostram que a árvore-da-chuva-dourada chegou à Flórida Central apenas 35 anos antes dos estudos científicos terem iniciado, os resultados demonstram que a seleção natural pode conduzir processos de evolução bastante lentos em uma população selvagem.
V. Outro exemplo de seleção natural em curso que afeta a espécie humana é a evolução de patógenos resistentes a medicamentos; pois cepas resistentes de bactérias e vírus podem se reproduzir de forma acelerada.
Assinale a alternativa que contém as afirmações CORRETAS.
(REECE et al.,2015, p.906). Referência citada: REECE, J.B. et al. Biologia de Campbell,10. ed., Porto Alegre: Artmed, 2015.
Analise cada afirmação que segue como V (verdadeira) ou F (falsa).
( ) Enquanto adaptação mutualística no sistema digestório humano, destaca-se um habitante bacteriano, Escherichia coli, o qual tornou-se tão comum nesse sistema que sua mera presença em lagos e riachos é um indicador de contaminação por esgoto não tratado.
( ) Em humanos, algumas bactérias intestinais produzem vitaminas, como a biotina e o ácido fólico, que suplementam nosso consumo alimentar quando absorvidas no sangue; outras bactérias intestinais regulam o funcionamento do sistema imune inato.
( ) Em cavalos, coalas e elefantes, os microrganismos mutualísticos são alojados no intestino grosso e em um grande ceco; uma parte considerável da energia química nas dietas desses herbívoros provém da lignina de paredes celulares vegetais.
( ) Em termos adaptativos, é desvantajosa a existência de um canal alimentar mais longo para o processamento de material vegetal de difícil digestão; os intestinos do coala, por ex., são muito mais longos, diminuindo o processamento das folhas fibrosas (e pobres em proteínas) do eucalipto, sua dieta quase que exclusiva.
( ) Dentre os invertebrados, algumas espécies de poliquetas gigantes não têm boca nem sistema digestório, mas obtêm energia e nutrientes de bactérias mutualísticas, presentes no seu interior, as quais realizam quimioautotrofia usando dióxido de carbono, oxigênio, sulfeto de hidrogênio e nitrato disponíveis junto aos respiradouros.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é: