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Paciente pediátrico,4 anos,16 kg, internado para tratamento de pneumonia comunitária, recebe prescrição médica de amoxicilina + clavulanato, com dose calculada em mg/kg/dia.
Durante a dupla checagem do preparo da dose, o Farmacêutico identificou que a prescrição não especifica claramente a relação entre os componentes da associação (proporção amoxicilina: clavulanato), gerando risco de erro de diluição e de subdosagem do componente inibidor de betalactamase.
Do ponto de vista da segurança do paciente pediátrico, assinale a opção que apresenta a conduta mais adequada para o caso.
Paciente do sexo masculino,68 anos, internado por pneumonia adquirida na comunidade, encontra-se em uso de Vancomicina por suspeita de infecção por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA).
Possui Doença Renal Crônica estágio 3. Após 72 horas de tratamento, apresentou melhora clínica, creatinina sérica de 2,2 mg/dL (basal: 1,6 mg/dL) e concentração plasmática de vale (trough) de vancomicina de 24 mg/L.
Considerando a monitorização terapêutica da vancomicina, assinale a afirmativa correta.
Uma notícia publicada pelo Conselho Federal de Farmácia, em fevereiro de 2026, destacou que as falhas na técnica de uso de inaladores e a baixa adesão ao tratamento permanecem barreiras relevantes para o controle adequado da asma.¹
Durante consulta farmacêutica em unidade básica de saúde, um homem de 34 anos, com asma persistente, relatou despertares noturnos por falta de ar duas vezes por semana e uso diário de salbutamol para alívio dos sintomas. Possui prescrição de corticosteroide inalatório em aerossol dosimetrado, com espaçador, para uso regular.
Inicialmente, o paciente afirmou que utilizou a “bombinha de controle” todos os dias. Contudo, ao ser convidado a explicar como a utiliza em sua rotina, informou que a administra apenas quando apresenta falta de ar. Na demonstração prática, não agitou o dispositivo, disparou dois jatos consecutivos no espaçador sem inspirar entre eles e não realizou a pausa inspiratória.
Analise as assertivas a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Como o paciente relatou usar o medicamento controlador regularmente, a persistência dos sintomas confirma uma falha do esquema terapêutico e justifica o escalonamento imediato do tratamento, sem necessidade de reavaliar adesão ou técnica inalatória.
PORQUE
II. Antes de propor o escalonamento terapêutico, o Farmacêutico deve usar perguntas abertas e solicitar demonstração prática do dispositivo, pois essas estratégias permitem identificar barreiras de adesão e erros de técnica; os achados devem orientar educação individualizada, avaliação de simplificação do esquema e registro do plano de cuidado.²
Fonte: ¹ CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Farmacêutico preparado: o papel na assistência à pessoa com asma. Brasília, DF,25 fev.2026. ² BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 43, de 24 de março de 2026. Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Asma. Brasília, DF: Ministério da Saúde,2026.

Assinale a alternativa correta.
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Paciente feminina,79 anos, com hipertensão arterial e insônia crônica, compareceu para acompanhamento farmacoterapêutico após duas quedas no último mês. Relatou tontura ao se levantar, boca seca, constipação e esquecimento recente.
Há dois meses, a dose de amlodipino foi aumentada de 5 mg para 10 mg/dia. Dez dias depois, apresentou edema maleolar bilateral, sem dispneia, ortopneia ou outros sinais de insuficiência cardíaca, sendo iniciada furosemida 40 mg pela manhã.
Uma semana após o início da furosemida, passou a apresentar urgência urinária e aumento da frequência miccional, sintomas inexistentes anteriormente. Foi então prescrita oxibutinina 5 mg a cada 12 horas. Desde sua introdução, surgiram boca seca, constipação e piora do esquecimento.
Na conciliação, também utiliza losartana 50 mg a cada 12 horas, clonazepam 0,5 mg à noite há três anos, omeprazol 20 mg/dia e pantoprazol 40 mg/dia. O omeprazol foi iniciado há um ano por dispepsia já resolvida; o pantoprazol foi acrescentado posteriormente por outro prescritor. A paciente não utiliza antiinflamatórios, antiagregantes ou anticoagulantes e não possui história de úlcera péptica, hemorragia digestiva, esofagite grave ou esôfago de Barrett.
A pressão arterial é de 122/68 mmHg em repouso e de 98/58 mmHg após três minutos em ortostatismo.
Considerando polifarmácia, cascata iatrogênica e desprescrição, assinale a opção que apresenta a conduta farmacêutica mais apropriada.
Uma mulher de 54 anos, sem diagnóstico prévio de doença renal crônica, é internada por pielonefrite aguda, com febre, dor lombar e vômitos. Dois meses antes, apresentou urocultura com Escherichia coli produtora de ESBL.
Na atual admissão, a tomografia não evidenciou obstrução urinária ou abscesso e a depuração de creatinina estimada é de 42 mL/min.
Foram coletadas urocultura e hemoculturas antes do início da antibioticoterapia, sem atraso na primeira dose. Considerando o antecedente microbiológico, foi iniciado meropenem 1 g intravenoso a cada 8 horas.
Após 48 horas, a paciente está afebril, clinicamente estável e com melhora dos sintomas. A urocultura identifica E. coli sensível à ceftriaxona e ao meropenem, sem produção de ESBL; as hemoculturas são negativas.
Considerando o protocolo de uso racional de antimicrobianos, assinale a afirmativa correta.