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Uma mulher de 72 anos, com fibrilação atrial, Diabetes Mellitus tipo 2 e hipertensão arterial, recebeu alta após colecistectomia videolaparoscópica por colecistite aguda.
A lista de medicamentos de uso domiciliar, confirmada com a paciente, a filha e as embalagens trazidas ao hospital, incluía apixabana 5 mg a cada 12 horas, metformina 850 mg a cada 12 horas, empagliflozina 10 mg ao dia e losartana 50 mg a cada 12 horas.
Durante a internação, a apixabana foi temporariamente suspensa para o procedimento cirúrgico, sendo utilizada enoxaparina 40 mg ao dia para profilaxia. Na prescrição de alta constavam apixabana, enoxaparina, metformina e losartana; a empagliflozina não foi incluída. Não há justificativa documentada para a manutenção da enoxaparina, nem para a ausência da empagliflozina, e a paciente não recebeu orientação sobre mudanças no tratamento.
Considerando o protocolo de reconciliação medicamentosa na transição do cuidado, assinale a opção que indica a conduta farmacêutica mais apropriada.
Em uma unidade de pronto atendimento, foram identificados três quase-erros em dois meses, envolvendo a dispensação de dopamina em lugar de dobutamina. As ampolas são do mesmo fabricante, têm volume idêntico, rótulos predominantemente azuis e ficam armazenadas em compartimentos adjacentes, organizados em ordem alfabética.
No evento mais recente, a troca foi identificada pela enfermagem antes da administração ao paciente. A análise preliminar mostrou que o serviço não possui lista institucional de medicamentos com nomes, embalagens ou apresentações semelhantes.
Para reduzir o risco de novos erros relacionados a medicamentos LASA (Look-Alike, Sound-Alike - medicamentos com aparência semelhante e/ou nomes com som parecido), assinale a opção que indica a estratégia institucional mais apropriada.
Uma mulher de 72 anos é admitida para tratamento de candidíase esofágica, com prescrição inicial de fluconazol e enoxaparina 40 mg por via subcutânea uma vez ao dia, para profilaxia de tromboembolismo venoso. No prontuário eletrônico constam apenas losartana e metformina como medicamentos de uso domiciliar.
Durante a entrevista farmacêutica, com conferência das embalagens trazidas pela filha, a paciente informou utilizar apixabana 5 mg a cada 12 horas para fibrilação atrial, tendo tomado a última dose na manhã da admissão. Relatou também uso recente de ibuprofeno 400 mg, por conta própria, para dor odontológica, além de produto fitoterápico à base de Ginkgo biloba de uso diário.
Ao ser questionada sobre alergias, afirmou ser alérgica à amoxicilina, porém descreve apenas náuseas e diarreia no segundo dia de tratamento, há cinco anos, sem manifestações cutâneas, respiratórias, cardiovasculares ou necessidade de atendimento de urgência.
Considerando a reconciliação medicamentosa na admissão hospitalar, assinale a opção que apresenta a conduta farmacêutica mais apropriada.
Em uma UTI neonatal, o Farmacêutico avaliou a prescrição de uma formulação de nutrição parenteral destinada a um recémnascido prematuro com restrição hídrica.
A formulação contém, entre outros componentes, glicose, aminoácidos, gluconato de cálcio e fosfato de potássio, fonte inorgânica de fósforo, em volume final de 150 mL. Também inclui magnésio.
Antes da manipulação, a equipe solicitou aumento dos aportes de cálcio e fósforo, redução do volume final para 100 mL e substituição do fosfato de potássio por glicerofosfato de sódio, fonte orgânica de fósforo. A nova formulação terá diferentes concentrações de aminoácidos, cálcio e fósforo, além de alteração prevista no pH final e permanência sob refrigeração antes da administração.
A equipe propõe prosseguir com a nova formulação sem nova análise de compatibilidade, alegando que o glicerofosfato elimina o risco de precipitação com o cálcio. Sugere ainda adicionar cálcio e fósforo em sequência imediata ao final do preparo.
Considerando a compatibilidade cálcio-fósforo em nutrição parenteral, assinale a opção que apresenta a conduta farmacêutica mais apropriada.
Uma mulher de 80 anos, com hipertensão arterial controlada com losartana, apresenta urgência urinária com episódios de incontinência, apesar de treinamento vesical e redução de cafeína.
Ela apresenta taxa de filtração glomerular estimada de 68 mL/min/1,73 m², pressão arterial de 128 × 76 mmHg e não apresenta retenção urinária ou obstrução do trato urinário inferior.
Há seis meses, utiliza clonazepam 0,5 mg à noite para insônia. Há dois meses, iniciou oxibutinina 5 mg duas vezes ao dia. Desde então, apresentou dois episódios de queda sem perda de consciência, além de boca seca, constipação, sonolência diurna e períodos flutuantes de desatenção. Foram excluídas infecção, hipoglicemia, distúrbios hidroeletrolíticos e evento neurológico agudo.
Para o caso apresentado, após revisão da farmacoterapia, assinale a opção que indica a conduta mais apropriada.