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(HEGEL, Georg W. Friedich. Prefácio.In: Princípios da Filosofia do Direito. São Paulo: Martins Fontes, 1997. P. 309. Adaptado.)
A filosofia grega é ainda fonte de saber, de discussões, de concordâncias e réplicas e, inevitavelmente, vista como a origem da própria filosofia. Nos períodos da filosofia grega, no correr dos séculos, um conjunto de preocupações, indagações e interesses foram perpassando tais discussões, a saber:
Górgias de Leontini, filósofo grego (século V a.C.), defendia três proposições:
1. Nada existe.
2. Mesmo que existisse alguma coisa, não poderíamos conhecê-la.
3.Concedido que alguma coisa existe e podemos conhecê-la, não poderíamos comunicá-la aos outros.
Consta que o próprio Górgias não levou a sério suas proposições e muitos estudiosos a consideram um simples gracejo. Mas elas existem há 24 séculos e nos estimulam a refletir. Se o cético afirma que não se pode saber nada, então lhe perguntamos: como pode ele fazer tal afirmação? Está ele certo da verdade da sua proposição? Se está, uma coisa pelo menos é certa e cognoscível, e a afirmação de que nada pode ser conhecido é falsa. E se pode ser conhecida, então alguma coisa também deve existir. Narra-se que um cético grego, Crates, ao perceber isso, nada mais dizia, contentando-se em mover o dedo. Mas Aristóteles, o grande mestre do pensamento, notou que também para isso ele não tinha direito, porque o movimento do dedo exprime uma opinião e o cético não pode ter opiniões. Deve – dizia Aristóteles – ser como uma árvore; com essa é impossível discutir, porque nada diz.
(BOCHENSKI, J. M. Diretrizes do pensamento filosófico In.: ARANHA, M.
L. A. de; MARTINS, M. H. P. Filosofando: introdução à filosofia. São
Paulo: Moderna, 2009.)
O momento histórico vivido pelo mundo grego favoreceu o
desenvolvimento do tipo de atividade praticada pelos sofistas. Era uma época de lutas políticas e intenso conflito de
opiniões, que trouxe, dentre outras, consequências como:
Aristóteles é, sem dúvida, um ícone da filosofia de todos os tempos. Ele foi o criador da lógica como instrumento do conhecimento em qualquer campo do saber. Dentre os seus estudos e teorias, podemos apontar como correta a seguinte premissa:
(MAMMI, Lorenzo. In: TASSINARI et al. Nuno Ramos. São Paulo: Ática, 1977. p. 200-1.)
A relação que se estabelece entre arte e filosofia está presente nas discussões sobre estética desde os primórdios da teoria da arte (e mesmo antes de que ela assim fosse nomeada). Observa-se uma constante necessidade de discutir a prática criativa através das discussões filosóficas. Platão e Aristóteles trouxeram importantes considerações sobre a estética, sendo que:
Primeiro, então, se algo foi dito com acerto e detalhadamente pelos pensadores anteriores, passemos em revista a sua contribuição; depois, à luz das constituições que colecionamos, examinemos as instituições que preservam ou destroem as cidades, e as que preservam ou destroem as várias espécies de constituições, e as razões pelas quais umas cidades são bem administradas e outras, ao contrário, são mal administradas. Quando tivermos estudado convenientemente estes assuntos é mais provável que possamos ver de maneira mais abrangente qual das várias espécies de constituição é a melhor, e como cada constituição deve ser estruturada, e quais as leis e costumes que uma constituição deve incorporar para ser a melhor.
Aristóteles. Ética a Nicômaco.
Do conjunto da obra de Aristóteles, é correto afirmar que