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Perguntam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena
Pires Martins a respeito da concepção platônica do
conhecimento: “Como é possível ultrapassar o mundo
das aparências ilusórias? Platão supõe que o puro espírito já teria contemplado o mundo das ideias, mas tudo
esquece quando se degrada ao se tornar prisioneiro do
corpo, considerado o ‘túmulo da alma’’’ (2009).
Aranha e Martins (2009) ressaltam que a resposta à pergunta levantada no excerto está ligada
Aranha e Martins (2009) ressaltam que a resposta à pergunta levantada no excerto está ligada
Aristóteles aponta na Ética a Nicômaco: “Posto que todo
conhecimento e prévia escolha objetivam algum bem,
examinemos o que cumpre declararmos ser a meta da
política, ou seja, qual o mais elevado entre todos os bens
cuja obtenção pode ser realizada pela ação. No tocante à palavra, é de se afirmar que a maioria esmagadora
está de acordo no que tange a isso, pois tanto a multidão
quanto as pessoas refinadas a ela se referem como a
felicidade” (2001).
Na Ética a Nicômaco, Aristóteles argumenta que a felicidade consiste em
Na Ética a Nicômaco, Aristóteles argumenta que a felicidade consiste em
Ao analisar a dialética platônica, Danilo Marcondes afirma: “Embora represente um rompimento com o senso
comum, uma superação da opinião, a dialética platônica
tem como ponto de partida o senso comum e a opinião,
submetidos a um reexame crítico. O filósofo não invoca
uma revelação externa, uma inspiração, uma autoridade
divina superior” (2010. Adaptado).
Com base na análise de Danilo Marcondes, o papel do filósofo consiste em
Com base na análise de Danilo Marcondes, o papel do filósofo consiste em
“Lembremos a figura de Sócrates. Procurado pelos jovens,
passava horas discutindo na praça pública. Interpelava os
transeuntes, dizendo-se ignorante, e fazia perguntas aos
que julgavam entender determinado assunto: “O que é a
coragem e a covardia?”, “O que é a beleza?”, “O que é a justiça?”, “O que é a virtude?”. Desse modo, Sócrates não fazia
preleções, mas dialogava. Ao final, o interlocutor concluía
não haver saída senão reconhecer a própria ignorância.”
(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)
Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins apontam que, nessas conversações, Sócrates pretendia
(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)
Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins apontam que, nessas conversações, Sócrates pretendia
O texto talvez mais famoso de Heráclito é o fragmento
91: “Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio,
porque o rio não é mais o mesmo”. A tradição posterior
teria acrescentado, “e nós também não somos mais os
mesmos”. Esse fragmento sintetiza exatamente a ideia
da realidade em fluxo, simbolizada pelo rio que representa o movimento encontrado em todas as coisas, inclusive,
no caso do acréscimo, em nós. Alguns intérpretes chegam a ver nessa metáfora implicações para a questão
do conhecimento, a impossibilidade de banhar-se duas
vezes no mesmo rio indicando a impossibilidade de um
acesso mais permanente ao real.
(Marcondes, 2010. Adaptado)
A noção de “realidade em fluxo”, inspirada no fragmento atribuído a Heráclito, suscita interpretações
(Marcondes, 2010. Adaptado)
A noção de “realidade em fluxo”, inspirada no fragmento atribuído a Heráclito, suscita interpretações