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(ARENDT, Hannah. A Condição Humana. Trad. Celso Lafer. Rio de Janeiro: Forense Universitária,1997, p.36.)
Considerando a passagem acima e a obra de que foi extraída, segundo H. Arendt, para os gregos antigos:
Leia o seguinte fragmento de Heráclito (DK B50):
“É sábio dizer, ouvindo não a mim, mas ao logos, que tudo é um.”
Um professor solicita aos estudantes que interpretem criticamente essa passagem, considerando o uso de recursos retóricos e o problema filosófico central. Três estudantes apresentam as seguintes leituras:
Estudante 1: "Heráclito usa paradoxo retórico ao dizer 'ouvindo não a mim', criando tensão entre autoridade do filósofo e autoridade do Logos, sugerindo que verdade transcende porta-vozes individuais."
Estudante 2: "A tese 'tudo é um' significa que não existem diferenças reais no mundo, sendo a multiplicidade ilusão dos sentidos, como defenderia Parmênides."
Estudante 3: "O fragmento expressa questão epistemológica: como distinguir conhecimento verdadeiro (Logos) de opiniões particulares (mim)? A unidade referida pode ser entendida como princípio ordenador subjacente à aparente multiplicidade."
Sobre as interpretações dos estudantes é correto afirmar que:
Um professor de Filosofia propõe aos estudantes a leitura da Alegoria da Caverna, de Platão, com o objetivo de desenvolver competências próprias da leitura filosófica, como a identificação de tema e tese, a distinção entre elementos narrativos e conceituais e a reconstrução da estrutura argumentativa do texto.
Considerando esses objetivos, qual estratégia pedagógica revela uma compreensão consistente da especificidade da leitura filosófica, evitando tanto a redução do texto a mera narrativa quanto a projeção subjetiva de interpretações desvinculadas do argumento?