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Do ponto de vista topográfico, uma pólis, no seu núcleo urbano, dividia-se com frequência em duas partes, que podiam ter surgido primeiro independentemente: a acrópole, colina fortificada e centro religioso, e a ásty ou cidade baixa, cujo ponto focal era o lugar de reunião (posteriormente também um mercado com lojas), a ágora. Um terceiro elemento muitas vezes presente era o porto, mas esse podia também formar uma aglomeração separada, embora próxima (é o caso do Pireu, principal porto de Atenas). [...] Por fim, o território rural semeado de aldeias (khóra) completava o quadro da cidade-Estado.
(CARDOSO, 1985, p. 21 e 22.)

Essa visão topográfica é mais uma interpretação histórica do que dos gregos, pois: 
Quando se afirma que os gregos e romanos inventaram a política, o que se diz é que desfizeram aquelas características da autoridade e do poder. Embora, no começo, gregos e romanos tivessem conhecido a organização econômico-social de tipo despótico ou patriarcal, um conjunto de medidas foram tomadas pelos primeiros dirigentes – os legisladores – de modo a impedir a concentração dos poderes e da autoridade nas mãos de um rei, senhor da terra, da justiça e das armas, representante da divindade.
(Disponível em: https://territoriosdefilosofia.wordpress.marilenachaui.com. Acesso em: agosto de 2024.)

Em se tratando, especificamente, da visão de Aristóteles:
A filosofia nasce por uma desconstrução inicial das estruturas automáticas da vida, ou seja, de sua obviedade. Assumimos uma atitude filosófica no momento que passamos a questionar o automatismo e a obviedade do real. A filosofia consiste, em suas linhas gerais e determinantes, na crítica da realidade, crítica que se dirige em todos os sentidos, inclusive a si mesma, como autocrítica. [...] Filosofia tem muito a ver com a reflexão crítica; com uma postura reflexiva; um pensar profundo; aprender a pensar de modo sistemático e coerente.
(Souza, 2003.)

O termo filosofia é atribuído ao filósofo e matemático Pitágoras, que viveu no século V a.C.; para ele:
Braudel apresenta a capacidade do mediterrâneo de difundir rapidamente a materialidade, especialmente em decorrência da crescente navegação das populações costeiras. O aspecto do Mar Mediterrâneo como via de transmissão, não só de objetos, mas também de códigos e ideias, é justamente a razão pela qual esse autor o considera uma “espécie de planeta onde tudo circulou precocemente” e um dos “centros vivos do universo”, que interliga os continentes africano, europeu e asiático em um espaço unitário. (BRAUDEL, 2001, p. 30-31.)

Embora existam várias críticas em relação a essa visão de Braudel sobre o Mar Mediterrâneo, os gregos: 
Para a compreensão do alcance da filosofia no mundo ocidental, imprescindível se faz voltarmos nossas atenções à antiguidade grega, responsável pelo surgimento das primeiras especulações a respeito do homem, daquilo que lhe é tangível e daquilo que transcende a sua capacidade sensorial. A análise histórica permitir-nos entender a gradativa construção dessa civilização e do incomensurável edifício cultural erigido em seu seio. (BITTAR, 1994.)

Já é um consenso que o surgimento da filosofia está intrinsecamente ligado à histórica da Grécia, onde: