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É consenso entre os especialistas que a aventura intelectual vivida pela ciência moderna teve como seus precursores mais remotos os gregos. No período medieval mais tardio, que do ponto de vista da evolução do pensamento ocidental, viu prosperar o casamento da filosofia grega com a teologia do cristianismo, conhecido como período escolástico (início do século IX até o final do século XVI), essas amarras se tornaram ainda mais fortes. Agora, poderosas razões políticas e religiosas faziam com que fosse sumamente importante controlar conhecimento e pensamento teóricos, mantendo-os dentro do escopo do pensamento religioso. (ABRANTES, P. C, 1998.)

Esses filósofos denominados precursores acabaram merecendo a denominação conjunta de Pré-Socráticos e ficaram de certa maneira conhecidos, entre outros fatores:
O aparecimento da pólis constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domínio das instituições, só no fim alcançar a todas as suas consequências; a pólis conhecerá etapas múltiplas e formas variadas. Entretanto, desde o seu advento, que se pode situar entre os séculos VIII e VII, marca um começo, uma verdadeira invenção; por ela, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade será plenamente sentida pelos gregos.
(CASSIRER, E, 1998.)


Nesse contexto, vários fatores contribuíram para o desenvolvimento de um tipo de pensame


nto que não apenas passou a questionar o mito, mas também refletiu sobre o poder político e a organização social da Grécia. Entre esses fatores, é possível citar:
Se o mito é um discurso ou uma narração, isto é, um conjunto de enunciados que carrega sentido e referência, é preciso admitir que o mito diz algo sobre algo. É esse dito do dizer que devemos agora descobrir. Adotamos a hipótese de que o mito é, fundamentalmente, um “relato das origens” e que, enquanto tal, tem uma função de instauração: só há mito se o acontecimento fundador não tem lugar na história, mas num tempo antes da história. O mito diz sempre como nasceram as coisas, as instituições, as regras etc. (LIMA VAZ, H. C, 2001.)

O interesse pelos mitos é tão antigo quanto recente. Podemos afirmar que o mito:
Com efeito, assim como em Hegel, a filosofia de Auguste Comte é enformada pela ideia de uma linha evolutiva da história, possivelmente absorvida de Giambattista Vico, cuja obra ele conhecia. Para Vico, filósofo italiano que construiu a primeira filosofia da história, a história é regida por leis, sendo sujeita a um eterno ciclo de repetição de três fases. Sendo assim, relacione as colunas:
Coluna 1:
1. Fase Mítica 2. Fase Heroica 3. Fase Humana
Coluna 2:
( ) Fase que reina o direito ( ) Fase de domínio da aristocracia ( ) Fase que prevalece a força física
Marque a sequência CORRETA:
Podemos sintetizar a história da filosofia clássica em quatro períodos:
Coluna 1
1 - Período naturalista 2 - Período humanista 3 - Período sistemático 4 - Período helenístico
Coluna 2
( ) Do final do século IV ao final do século III a.C., quando a filosofia tem por tarefa reunir e sistematizar todo o conhecimento anterior sobre o mundo e o ser humano. ( ) Também chamado cosmológico ou pré-socrático, data do final do século VII ao final do século V a.C., quando a filosofia se ocupa fundamentalmente da origem do mundo e das causas das transformações na natureza. ( ) Também denominado antropológico ou socrático, ocorre do final do século V até todo o século IV a.C., quando o objeto principal da filosofia são as questões humanas, como a ética e a política. ( ) Também conhecido como greco-romano ou religioso, surge do final do século III a.C. até o século VI d.C. Nesse longo período, que já alcança Roma e o pensamento cristão, a filosofia interessa-se principalmente pelas questões da ética, do conhecimento humano e das relações entre a humanidade e Deus.
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