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Leia o texto a seguir.
História esquecida

Há mais de 8.500 anos, muito antes de a Noruega ter um nome, uma mulher viveu à beira do mar, em um mundo moldado pelo fim da Era do Gelo e pela lenta elevação dos oceanos. Hoje ela é conhecida como a Mulher de Søgne, identificada pela arqueologia como Hummervikholmen, mas em sua vida foi apenas parte de uma comunidade costeira, filha, pescadora e viajante do litoral. Ela caminhou por terras que não existem mais, posteriormente engolidas pelo avanço das águas. Seus restos mortais foram encontrados abaixo do atual nível do mar, no sul da Noruega, em uma área que era terra firme ou uma costa rasa. Ao longo de milênios, o oceano selou sua história, preservando-a até sua redescoberta. A mulher viveu durante o Mesolítico Inicial (cerca de 6600 e 6400 a.C.), sendo uma das pessoas mais antigas já identificadas em território norueguês. Pertencia às primeiras comunidades de caçadores-coletores que se estabeleceram na Escandinávia após o recuo das geleiras. Análises científicas indicam que mais de 80% de sua alimentação vinha de recursos marinhos, como peixes, mariscos e focas, o que revela um profundo conhecimento do mar, das marés e das tecnologias de pesca. Apenas fragmentos de seu crânio sobreviveram, mas eles indicam que era uma mulher adulta, possivelmente entre 20 e 40 anos. Geneticamente, fazia parte dos caçadores-coletores mesolíticos escandinavos, uma população formada pela mistura de linhagens do oeste e do leste da Europa glacial. Não é possível determinar com precisão sua aparência, mas sabe-se que havia grande diversidade física nesses grupos. Qualquer reconstrução facial é, portanto, uma interpretação informada, não uma verdade absoluta. Ainda assim, sua existência lembra que a história europeia começou muito antes das cidades e da escrita, com pessoas comuns enfrentando mudanças ambientais profundas e deixando rastros silenciosos que atravessaram o tempo até chegar a nós.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/DTcYKTylP03/?igsh=MWFqZ3hyMzFqaWZkO A%3D%3D. Acesso em: 15 jan. 2026.

Segundo o texto, qual a importância de se reconstruir a imagem da mulher encontrada na Escandinávia?
No âmbito da salvaguarda do patrimônio, a "Teoria do Restauro" de Cesare Brandi postula que a restauração deve visar:
A Escola dos Annales, fundada em 1929 por Marc Bloch e Lucien Febvre, provocou uma ruptura epistemológica no conhecimento histórico que impactou diretamente a gestão do patrimônio cultural. Sobre as características dessa corrente e seus desdobramentos, assinale a alternativa correta:
O debate sobre as fontes históricas remete-nos a um dos dois fatores que constituem a mais irredutível singularidade da História como campo de conhecimento. A centralidade da dimensão temporal neste tipo de conhecimento que é a História e a utilização das fontes pelo historiador que as produz são os dois fatores que fazem com que a História possa ser distinguida de qualquer outro campo de saber. Diante disso, ao afirmar que "Sem problema não há história", Lucien Febvre procurava destacar que:

Leia o texto. 


Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu. (...)”


(Fernando Pessoa, Mensagem) 

 


Os versos, pertencentes à obra Mensagem, mobilizam imagens simbólicas associadas às navegações portuguesas e à construção de uma memória histórica do passado nacional. 


Considerando a relação entre literatura, História e identidade na interpretação desse poema, assinale a alternativa INCORRETA.