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Homem de 32 anos é levado ao serviço de emergência após sofrer um ferimento cortante na perna em um acidente no canteiro de obras. À admissão: apresenta-se prostrado devido à perda de sangue; os sinais vitais revelam temperatura de 37,0 ºC; frequência cardíaca de 50 bpm e pressão arterial de 105 x 60 mmHg. A ferida foi suturada e o paciente recebe uma transfusão de concentrado de hemácias tipo A negativo. Em 15 minutos, ele passa a queixar-se de sensação de calor ao longo do braço em que o sangue estava sendo infundido e dor torácica. Novos sinais vitais mostram temperatura de 39,1 ºC; frequência cardíaca de 110 bpm e pressão arterial de 95 x 55 mmHg. A revisão adicional do prontuário do paciente indica que seu tipo sanguíneo é O negativo.


Constitui o resultado laboratorial consistente com a evolução descrita:

Recém-nascido de 38 semanas, peso 3.200 g, adequado para a idade gestacional, de parto vaginal sem intercorrências, com alta da maternidade com 48 horas de vida. Retorna ao pronto-socorro com 72 horas de vida apresentando icterícia intensa (zona 4 de Kramer), letargia e sucção débil. A mãe é G2P2A0, com tipo sanguíneo O Rh positivo, e o pai tem tipo sanguíneo A Rh positivo. O bebê é tipo A Rh positivo. O teste de Coombs direto é positivo. Os exames laboratoriais revelam:



Bilirrubinas totais: 22 mg/dL


Bilirrubina indireta: 21,5 mg/dL


Hb: 10,2 g/dL Ht: 30%


Reticulócitos: 12%



Assinale a alternativa que representa o diagnóstico mais provável, o principal fator de risco para neurotoxicidade presente nesse caso, e o exame mais importante para monitorar a resposta ao tratamento, respectivamente.

Pré-escolar de 4 anos, sexo feminino, em acompanhamento por artrite idiopática juvenil (AIJ) em atividade. A mãe notou palidez progressiva nos últimos 2 meses. Os exames laboratoriais mostram os dados a seguir:



Hemoglobina: 9,4 g/dL (referência 11,0 – 14,0)


VCM: 71 fL (referência 74 – 88)


RDW: 14,1% (referência < 14,5%)


Ferritina: 45 ng/mL



Ferro sérico: 48 ?g/dL (referência 50 – 150)


CTLF (TIBC): 275 ?g/dL (referência 300 – 400)


PCR: 52 mg/L


Plaquetas: 480.000/mm³ (referência 150.000 – 450.000)



De acordo com a fisiopatologia das anemias microcíticas, embora a anemia por deficiência de ferro possa coexistir com a anemia por doença crônica, assinale a alternativa que representa uma interpretação correta dos achados laboratoriais e a interpretação diagnóstica para essa criança.

Homem de 26 anos, previamente hígido, procura atendimento médico relatando aumento indolor de volume cervical à esquerda de forma progressiva há dois meses. Ele refere também fadiga limitante, sudorese noturna profusa que o obriga a trocar as roupas de cama, e perda ponderal não intencional de 8 kg (cerca de 11% do seu peso corporal) nos últimos quatro meses. Nega dor local após a ingestão de bebidas alcoólicas e bem como lesões cutâneas. Ao exame físico: hipocorado (+/4+); anictérico; palpa-se um conglomerado linfonodal supraclavicular e cervical à esquerda, de consistência fibroelástica, fixo, indolor, medindo 4,5 cm no maior eixo; o baço é palpável a 3 cm do rebordo costal esquerdo, indolor à palpação. Exames séricos: hemoglobina: 10,8 g/dL (VCM: 77 fL); leucócitos: 11.500/mm³ (com eosinofilia leve); plaquetas: 410.000/mm³; desidrogenase lática: 450 U/L (normal: < 240 U/L); VHS: 85 mm/h; sorologias (HIV, VHB, VHC): não reagentes. Tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT): hipercaptação anômala (FDG-ávida) nos linfonodos cervicais esquerdos, cadeias mediastinais anteriores e difusamente no parênquima esplênico.


Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta.

Homem de 48 anos de idade é atendido em consulta de retorno. Ele tem antecedente de obesidade central, hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2, em uso de enalapril (40 mg/dia), anlodipino (10 mg/dia), metformina (2g/ dia), dapaglifozina (10 mg/dia) e rosuvastatina (40 mg/dia). Nega etilismo, tabagismo ou uso de drogas. O histórico familiar de 1º grau é positivo para diabetes, infarto do miocárdio, cirrose hepática sem causa aparente e câncer de cólon. Os exames séricos atuais revelam hemograma completo normal, ferritina de 750 ng/mL (normal: até 300) e saturação de transferrina de 37% (valor de referência: < 45%). A ressonância magnética hepática estima a concentração de ferro hepático em 1,1 mg/g de peso seco, indicando ausência de deposição tecidual excessiva.


Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar: