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Vasculhei as gavetas procurando qualquer coisa para eu ler. A nossa casa não tinha livros.

Era uma casa pobre. O livro enriquece o espírito. Uma vizinha emprestou-me um livro, o romance A Escrava Isaura. Eu, que já estava farta de ouvir falar na nefasta escravidão, decidi que deveria ler tudo que mencionasse o que foi a escravidão. Compreendi tão bem o romance que chorei com dó da escrava. Analisei o livro. Compreendi que naquela época os escravizadores eram ignorantes, porque quem é culto não escraviza e os que são cultos não aceitam o jugo da escravidão. Era uma época de tête-à-tête porque uma pessoa culta prevê as consequências dos seus atos. Os brancos retirando os negros da África não previam que iam criar o racismo no mundo, que é problema e dilema. Eu lia o livro, retirava a síntese. E assim, foi duplicando o meu interesse pelos livros. Não mais deixei de ler, (JESUS,2014, p.129).

O trecho reflete uma profunda reflexão sobre a escravidão e o papel da leitura na formação da consciência crítica. A escritora Carolina de Jesus, ao encontrar um livro, descobre não apenas a história da escravidão, mas também a importância da educação e da cultura na luta contra a opressão. Qual é a crítica social implícita na afirmação de que "os que são cultos não aceitam o jugo da escravidão?

Observe os textos I e II, para responder esta questão.


Imagem associada para resolução da questão


TEXTO I.


Fonte: (Jaider Esbell. It was AmazaonEra uma vez a Amazônia!, Desenho sobre canson. Disponível em: < https://www.jaideresbell.com.br/site/2016/07/01/it-was-amazon/ >. Acesso em: 01 out.2024).


TEXTO II.


Ailton Krenak, pensador e líder indígena, em suas reflexões provocadas pela pandemia da COVID-19, traz à tona as tendências destrutivas da “civilização” contemporânea: o consumismo desenfreado, a devastação ambiental e uma visão limitada e excludente da humanidade. Considerado um dos pensadores mais influentes da atualidade, Krenak oferece insights cruciais para enfrentarmos os grandes desafios do nosso tempo, que incluem a escalada de pandemias, o crescimento de regimes autoritários e os efeitos devastadores do aquecimento global. Ele critica com vigor, a noção de que a economia não pode parar, desafiando a lógica que prioriza o lucro sobre a vida. Em suas palavras provocativas: “Poderíamos colocar todos os dirigentes do Banco Central em um cofre gigante e deixá-los viver com a economia deles. Ninguém come dinheiro.” (Krenak,2020).

Considerando-se as reflexões de Ailton Krenak, sobre a "civilização" contemporânea e a obra

"It was Amazon – Era uma vez a Amazônia!", de Jaider Esbell, como eles abordam a relação entre a cultura indígena e a natureza?

Em sua obra História da Arte (2013), Graça Proença apresenta uma análise abrangente dos principais movimentos artísticos ao longo da história, destacando suas características e significados. Sobre os estilos artísticos abordados na obra, assinale a alternativa correta.
No livro Arte, História e Ensino: Uma Trajetória (2002), Dulce Osinski explora como as academias artísticas, inspiradas pelos ideais renascentistas, atuavam durante a Idade Moderna. Sobre o ensino de arte nesse contexto, assinale a alternativa incorreta.
Bastante vinculada à religião e à vida pós-morte, com traços centrais como lei da frontalidade, bidimensionalidade, hierarquia de escala, simetria, e uso de materiais: pedra, madeira, papiro e hieróglifos integrados às imagens.

Tais características se referem à Arte: