Filtrar


Questões por página:
[...] a adesão das autoridades policiais ao gradualismo detonou as bases do controle social dos escravos nas localidades, abrindo espaço para a ascensão dos movimentos rebeldes. O legalismo, mesmo que tímido, das autoridades foi um subproduto não planejado do abolicionismo e deu lugar a uma reordenação de forças, com consequências inesperadas. Os escravos, como sempre, aproveitaram o espaço aberto pela briga entre os poderosos e avançaram decididamente. [...]. A fissura no discurso hegemônico sobre a defesa da propriedade escrava como prioridade acabou, em última análise, abrindo o flanco para a ascensão de um tipo de rebeldia escrava que pôs fim à própria escravidão.

(Maria Helena P. T. Machado. “Teremos grandes desastres, se não houver providências enérgicas e imediatas: a rebeldia dos escravos e a abolição da escravidão”. Em: K. Grinberg; R. Salles (Org.). O Brasil Imperial, vol. 3)

O contexto exposto pelo fragmento destaca 
A derrota na guerra de 1865-70, contra a Tríplice Aliança, resultou, para o Paraguai, na destruição do Estado autoritário e em pesadas perdas demográficas e econômicas, bem como na escassez de homens com liderança e experiência suficientes para reconstruir e governar o país. Esse contexto, acreditavam os governantes brasileiros, ameaçava a independência do Paraguai.
Desde a ocupação de Assunção, em janeiro de 1869, por tropas brasileiras, até 1876, quando da assinatura dos tratados de paz, a ação do Brasil no país guarani foi no sentido de estabilizá-lo politicamente.

(Francisco F. M. Doratioto. “A ocupação político-militar brasileira do Paraguai (1869-76)”. Em: C. Castro; V. Izecksohn; H. Kraay (Org.). Nova História Militar Brasileira. Adaptado)

De acordo com o autor, a ação militar do Império teve como parte de suas finalidades
No Brasil, os principais adeptos do liberalismo foram homens cujos interesses se relacionavam com a economia de exportação e importação. Muitos eram proprietários de grandes extensões de terra e elevado número de escravos e ansiavam por manter as estruturas tradicionais de produção ao mesmo tempo que se libertavam do jugo de Portugal e das restrições que este impunha ao livre-comércio. [...].
No decorrer do século XIX, o discurso e a prática liberais revelaram constantemente essa tensão.

(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos)

A “tensão” indicada por Emília Viotti é uma referência ao fato de que 
A curva dos preços dos escravos do engenho Sergipe do Conde, situado no Recôncavo e estudado por Vera Ferlini, desenha o impacto das fases da guerra holandesa. Há uma primeira alta em 1623-24, em consequência da ofensiva naval resultando na tomada de Salvador; um segundo movimento ascendente entre 1629 e 1631, na conquista de Pernambuco; um pico em 1633-34, quando se intensifica o bloqueio naval holandês [...].
Em resumo, as grandes correrias paulistas atrás de indígenas acontecem na fase em que a ruptura das atividades negreiras dobra o preço dos africanos no Brasil.

(Luiz Felipe de Alencastro. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Adaptado)

O fragmento aborda contexto relativo
Sua importância para a história brasileira, entre o século XIX e início do XX, não se restringe ao viés econômico, alcançando também os aspectos políticos e socioculturais. Seu cultivo consolidou o sistema capitalista através da substituição de mão de obra escrava pela assalariada, estimulou e assegurou o êxito do processo de imigração, sobretudo de trabalhadores europeus que vieram para as lavouras no Brasil (MEDEIROS; RODRIGUES, 2017). Assinale a alternativa que apresenta o ciclo econômico descrito no texto acima.