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Leia o texto a seguir:

    No dia 7 de maio de 1730, o governador das Minas Gerais, d. Lourenço de Almeida, escreveu ao rei reclamando dos “contínuos delitos” cometidos nas Minas por “bastardos, carijós, mulatos e negros”. Nas palavras de d. Lourenço, não havia tempo em que as estadas não estivessem cheias de negros ladrões e matadores, e é preciso que se castigue com pena de morte executando-se nestas vilas para exemplo dos mais negros porque não havendo castigo podem ir crescendo então grande número que venham a dar o mesmo cuidado que deram os Palmares em Pernambuco, além das muitas mortes que fazem carijós, mulatos e bastardos.

(Carlos Magno Guimarães, “Mineração, quilombos e Palmares”, em João José Reis e Flávio dos Santos Gomes [org.], Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. Adaptado)

Na manifestação do governador das Minas Gerais, é possível constatar a
Leia o texto a seguir:

    A presença insignificante de escravos legítimos não impediu que os contornos ideológicos da escravidão indígena em São Paulo ganhassem corpo ao longo do século 17. De fato, a introdução de milhares de índios demandou a criação de uma estrutura institucional que ordenasse as relações entre senhores e escravos. Apesar da legislação contrária ao trabalho forçado dos povos nativos, os paulistas conseguiram contornar os obstáculos jurídicos e moldar um arranjo institucional que permitiu a manutenção e a reprodução de relações escravistas.

(John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. Adaptado)

Tal arranjo institucional, segundo a obra referenciada, significou que os
    O ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, Alexandre Marcondes Filho, tomou posse em janeiro de 1942 e passou a fazer, semanalmente, uma palestra de dez minutos, durante A Hora do Brasil. O nome das palestras já indicava sua intenção: “Falando aos trabalhadores brasileiros”. Nelas, divulgava a obra do presidente Getúlio Vargas, contava a história das leis sociais, seus pontos polêmicos e os direitos que elas garantiam. Nunca deixava de destacar as virtudes excepcionais do presidente e as qualidades do cidadão brasileiro, homem bom e trabalhador, principal responsável pela riqueza e grandeza do país. O programa foi ao ar todas as quintas-feiras até o final de julho de 1945, transmitido pelas emissoras de rádio de todo o país.

(https://memorialdademocracia.com.br. Adaptado.)

Durante o Estado Novo (1937-1945), os instrumentos de propaganda do governo, mencionados no excerto,
    Entre 1864 e 1874, o número de escravizados no Nordeste declinou de 774 mil (45% do total de escravizados existentes no Brasil) para 435 687 (28% do total). No mesmo período, nas regiões cafeeiras, a população escravizada aumentou de 645 mil (43% do total de escravizados) para 809 575 (56% do total), e só na Província de São Paulo o número de cativos dobrou, passando de 80 mil a 174 622.

(Boris Fausto. História do Brasil, 2007. Adaptado.)

Os dados apresentados no excerto decorrem
Ao analisarmos o processo de emancipação política do Brasil e compará-lo ao mesmo processo nas colônias espanholas, podemos identificar respectivamente as seguintes características:

I. unidade X fragmentação.

II. supremacia do governo civil sem rupturas violentas X movimentos revolucionários liderados, na maioria das colônias, pelos trabalhadores do campo.

III. descentralização política X centralização política.