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O governador de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, pronunciou a seguinte frase: “Façamos
a revolução antes que o povo a faça”. A referida frase deixa anunciar a ideologia política da Revolução de
1930, promovida pelos interesses:
Com objetivo ilustrativo e de contextualização, confira adiante matéria jornalística que transcreveu
discursos de parlamentares escravagistas na sessão do Senado que resultou na aprovação da Lei Áurea,
em 1988 e, adiante, veja alguns anúncios comuns à época em jornais brasileiros, nos quais se noticiavam
vendas ou aluguéis de escravizados, bem como fugas e promessas de recompensas pela recaptura e, ao
final, de modo mais específico, no último quadro do lado direito, a repercussão do mercado sobre os
impactos provocados na economia com a abolição do trabalho escravizado. Após, julgue e assinale a
alternativa correta:
“De um traço de pena se legisla que não existe mais tal propriedade [o escravo] (...) enfim senhores, decreta-se que neste país não há propriedade, que tudo pode ser destruído por meio de uma lei, sem atenção nem a direitos adquiridos, nem a inconvenientes futuros!”. Com estas palavras inflamadas João Mauricio Wanderley, o Barão de Cotegipe, líder da bancada escravagista no Senado, criticou a Lei Áurea em 12 de maio de 1888, às vésperas de sua aprovação. O parlamentar baiano aproveitou a sessão que discutia a abolição para lançar mão de um discurso de medo, associando a libertação dos escravos a uma temida reforma agrária. “Sabeis quais as consequências? Não é segredo: daqui a pouco se pedirá a divisão das terras, do que há exemplo em diversas nações, desses latifúndios, seja de graça ou por preço mínimo, e o Estado poderá decretar a expropriação sem indenização!”
O Barão de Cotegipe traçou na tribuna do Senado um quadro de grave crise social e econômica caso a Lei fosse aprovada. “Tenho conhecimento das circunstâncias da nossa lavoura, especialmente das províncias de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, e afianço que a crise será medonha. A verdade é que há de haver uma perturbação enorme na paz durante muitos anos”.
Alguns parlamentares defensores da escravidão tentaram dar um verniz humanista ao seu posicionamento conservador. “A proposta que se vai votar é inconstitucional, antieconômica e desumana”, afirmou o senador Paulino de Souza, em 12 de maio. Para Souza, ele mesmo um proprietário rural, a Lei Áurea era desumana “porque deixa expostos à miséria e à morte os inválidos, os enfermos, os velhos, os órfãos e crianças abandonadas da raça que quer proteger”, que uma vez libertos não contariam mais com a proteção do seu senhor.
O senador lança mão de uma comparação com a Revolução Francesa, que pôs fim à monarquia no país europeu, e aproveita para alfinetar seus colegas conservadores que apoiam a Lei: “Esse governo revolucionário [da França] não se animou a praticar o que em plena tranquilidade e em uma época regular, vai-se em poucas horas, praticar no Brasil, não sob a direção, mas com a cumplicidade de homens políticos que se dizem conservadores”. De acordo com Souza, “o Governo regular do Brasil que, em contraposição àquele Governo revolucionário, faz decretar, de um dia para outro, a abolição imediata, pura e simples, sem uma garantia para os proprietários, espoliando-os da propriedade legal”.
ALESSE, Gil. O discurso de medo na sessão do Senado que aprovou a abolição. El País: 2019. In: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/15/politica/1573824412_841710.html (acesso em 14/11/2022).
“De um traço de pena se legisla que não existe mais tal propriedade [o escravo] (...) enfim senhores, decreta-se que neste país não há propriedade, que tudo pode ser destruído por meio de uma lei, sem atenção nem a direitos adquiridos, nem a inconvenientes futuros!”. Com estas palavras inflamadas João Mauricio Wanderley, o Barão de Cotegipe, líder da bancada escravagista no Senado, criticou a Lei Áurea em 12 de maio de 1888, às vésperas de sua aprovação. O parlamentar baiano aproveitou a sessão que discutia a abolição para lançar mão de um discurso de medo, associando a libertação dos escravos a uma temida reforma agrária. “Sabeis quais as consequências? Não é segredo: daqui a pouco se pedirá a divisão das terras, do que há exemplo em diversas nações, desses latifúndios, seja de graça ou por preço mínimo, e o Estado poderá decretar a expropriação sem indenização!”
O Barão de Cotegipe traçou na tribuna do Senado um quadro de grave crise social e econômica caso a Lei fosse aprovada. “Tenho conhecimento das circunstâncias da nossa lavoura, especialmente das províncias de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, e afianço que a crise será medonha. A verdade é que há de haver uma perturbação enorme na paz durante muitos anos”.
Alguns parlamentares defensores da escravidão tentaram dar um verniz humanista ao seu posicionamento conservador. “A proposta que se vai votar é inconstitucional, antieconômica e desumana”, afirmou o senador Paulino de Souza, em 12 de maio. Para Souza, ele mesmo um proprietário rural, a Lei Áurea era desumana “porque deixa expostos à miséria e à morte os inválidos, os enfermos, os velhos, os órfãos e crianças abandonadas da raça que quer proteger”, que uma vez libertos não contariam mais com a proteção do seu senhor.
O senador lança mão de uma comparação com a Revolução Francesa, que pôs fim à monarquia no país europeu, e aproveita para alfinetar seus colegas conservadores que apoiam a Lei: “Esse governo revolucionário [da França] não se animou a praticar o que em plena tranquilidade e em uma época regular, vai-se em poucas horas, praticar no Brasil, não sob a direção, mas com a cumplicidade de homens políticos que se dizem conservadores”. De acordo com Souza, “o Governo regular do Brasil que, em contraposição àquele Governo revolucionário, faz decretar, de um dia para outro, a abolição imediata, pura e simples, sem uma garantia para os proprietários, espoliando-os da propriedade legal”.
ALESSE, Gil. O discurso de medo na sessão do Senado que aprovou a abolição. El País: 2019. In: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/15/politica/1573824412_841710.html (acesso em 14/11/2022).
A Revolução Pernambucana, ocorrida em 1817, foi o último movimento separatista do período colonial.
Está relacionada com a crise socioeconômica que o Nordeste atravessava há quase um século em razão
da desvalorização do comércio do açúcar e do algodão brasileiros no mercado externo. Com relação a
esse acontecimento, é possível afirmar que os insurgentes:
Concurso:
Prefeitura de Ipumirim - SC
Disciplina:
História
"Com a descoberta das ricas terras do Brasil, Santa
Catarina logo entrou na rota dos navegadores europeus.
A primeira expedição significativa a chegar a Santa
Catarina foi a do português Juan Dias Solis, em 1515. O
litoral catarinense era habitado por índios carijós, do
grupo tupi-guarani. O navegador deu o nome de
__________ às águas entre a Ilha de Santa Catarina e o
continente por conta do naufrágio de uma embarcação
no local".
Disponível em: https://www.sc.gov.br/conhecasc/historia
Assinale a alternativa com o trecho que completa corretamente a lacuna no texto:
Disponível em: https://www.sc.gov.br/conhecasc/historia
Assinale a alternativa com o trecho que completa corretamente a lacuna no texto:
Concurso:
Prefeitura de Ipumirim - SC
Disciplina:
História
Historicamente pelo Tratado de Tordesilhas, em 1494, as
terras do Novo Mundo, situadas além das 372 milhas a
oeste de Cabo Verde seriam da Espanha. No sentido
Norte-Sul, esta linha ia de Belém (PA) a Laguna (SC) no
atual território brasileiro. Assim, o território de
Ipumirim/SC, inicialmente pertenceu ao:
Disponível: https://www.ipumirim.sc.leg.br/institucional/historia/ historia-cidade/formacao-do-municipio
Disponível: https://www.ipumirim.sc.leg.br/institucional/historia/ historia-cidade/formacao-do-municipio