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Analise os excertos a seguir.



“Toda pesquisa historiográfica se articula com um lugar de produção socioeconômico, político e cultural (...). É em função deste lugar que se instauram os métodos, que se delineia uma topografia de interesses, que os documentos e as questões, que lhe serão propostas, se organizam”.


(CERTEAU, Michel. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982. pp. 66-67).



“Logo após as primeiras manifestações do ano de 2015 que pediam, de maneira mais ou menos explícita, uma intervenção militar no Brasil, variações de um meme passaram a povoar as redes sociais brasileiras: de um lado, fotografias de manifestantes e de suas faixas (quase sempre as mais insólitas, como aquela que, em um arremedo da língua inglesa, pedia: “People Emanates... Help! Military Intervetion Already!”); de outro, o contraponto a esses clamores, diagnosticados como falta de conhecimento ou desrespeito à história política recente, com o uso da frase ‘Por mais livros de História!’”.



(MAUAD, Ana Maria; ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; SANTHIAGO, Ricardo. Introdução. In: MAUAD, Ana Maria; ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; SANTHIAGO, Ricardo (Orgs.). História Pública no Brasil: sentidos e itinerários. São Paulo: Letra e Voz, 2016. p. 11).



Com base nas discussões realizadas no campo da teoria da história e da história da historiografia, é correto afirmar que a análise conjunta dos trechos destacados acima permite

Analise os excertos a seguir.



“Comece a história com as flechas dos indígenas americanos e não com a chegada dos britânicos, e a história será completamente diferente. Comece a história com o fracasso do Estado africano e não com a criação colonial do Estado africano, e a história será completamente diferente”.


(ADICHIE, Chimamanda Ngozie. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 12).



“Partimos de uma dificuldade que mais parece uma impossibilidade: a de colocar num texto escrito a fala, em nosso caso ‘iê enga awa ou nheenga awa’ – ‘fala de Índio’. Pensamos assim porque, na nossa compreensão, a escrita, por mais sofisticada que seja, não consegue alcançar sentidos profundos e adjacentes que permeiem o dinâmico contexto no qual as palavras são ditas e/ou até mesmo não ditas”.



(ANGATU, Casé; Tupinambá, Ayra. Protagonismos Indígenas: (re)existências indígenas e indianidades. In: CARNEIRO, Maria Luiza Tucci, ROSSI, Miriam Silva (Orgs.) Índios no Brasil: vida, cultura e morte. São Paulo: Intermeios, 2019. p. 23).



Os trechos anteriores remetem a reflexões importantes para o campo historiográfico. É correto afirmar que, do ponto de vista da historiografia indígena, o argumento central evocado pela combinação dos excertos em destaque é a

“Quando me tornei homem, outros brancos resolveram me dar um nome mais uma vez. Dessa vez, o pessoal da Funai. Começaram a me chamar de Davi “Xiriana”. Mas esse novo nome não me agradou. “Xiriana” é como são chamados os Yanomami que vivem no rio Uraricaá, muito distante de onde eu nasci. Eu não sou um “Xiriana”. Minha língua é diferente da dos que vivem naquele rio. Apesar disso, tive de mantê-lo (...). Meu último nome, Kopenawa, veio a mim muito mais tarde, quando me tornei mesmo um homem. Esse é um verdadeiro nome yanomami (...). É um nome que ganhei por conta própria. Na época, os garimpeiros tinham começado a invadir nossa floresta. Tinham acabado de matar quatro grandes homens yanomami, lá onde começam as terras altas, a montante do rio Hero u. A Funai me enviou para lá para encontrar seus corpos na mata, no meio de todos aqueles garimpeiros, que bem teriam gostado de me matar também. Não havia ninguém para me ajudar. Tive medo, mas minha raiva foi mais forte. Foi a partir de então que passei a ter esse novo nome. Só os espíritos xapiri estavam do meu lado naquele momento. Foram eles que quiseram me nomear. Deram-me esse nome, Kopenawa, em razão da fúria que havia em mim para enfrentar os brancos”.


(ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. pp.71-72).



Com base nas discussões do campo da história indígena e na análise do trecho acima, é correto afirmar que 

Nos 21 anos da Ditadura Militar, o Brasil teve cinco presidentes militares e todos eles foram eleitos indiretamente, isto é, sem a participação da população no processo de escolha. Acerca dos presidentes e respectivos períodos de governo, assinale a alternativa incorreta:
O governador de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, pronunciou a seguinte frase: “Façamos a revolução antes que o povo a faça”. A referida frase deixa anunciar a ideologia política da Revolução de 1930, promovida pelos interesses: