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"Nos cubículos dos negros, jamais vi uma flor: é que lá não existem esperanças nem recordações." Charles Ribeyrolles, 1859. (RIBEYROLLES, Charles. Brasil pitoresco: história, descrição, viagens, colonização, instituições. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1980.p. 46.)
A historiografia brasileira norteou muitas interpretações sobre a família escrava a partir de relatos de viajantes, como o trecho acima, do francês Charles Ribeyrolles, que visitou o Brasil em 1859. No tocante à renovação historiográfica sobre família escrava no Brasil, assinale a alternativa CORRETA: 
“Na historiografia, as interpretações do passado estão em disputa. Trata-se, pois, de um campo da história intelectual permeado por contendas políticas, ideológicas e epistemológicas que reverberam no seio das representações sobre o passado ou do uso que se faz do passado. Deve-se ressaltar, dessa forma, que a condição de disputa no campo historiográfico é um ingrediente fundamental” (PALERMO, Luís Claudio. Disputas no campo da historiografia da escravidão brasileira: perspectivas clássicas e debates atuais. Dimensões, v. 39, jul.-dez. 2017, p. 326).
Considerando a nota acima, sobre a historiografia da escravidão no Brasil, escolha a alternativa CORRETA:
Devido à natureza de abuso de Estados contra seus particulares, é colocada a Operação Condor como um exemplo de terrorismo de Estado. Essa classificação, porém, merece algumas observações, principalmente quanto ao significado da palavra terrorismo. É recente o uso da palavra e é fruto da intensa publicidade gerada a partir dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Além disso, a dificuldade em definir o que é exatamente terrorismo é algo que vem sendo discutido nos últimos anos. O Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, por exemplo, não tipifica em nenhum lugar o crime de terrorismo. Seria difícil até mesmo procurar crimes com o uso de terror em jurisprudências internacionais antigas.
(CHAVES, 2015.)
Essa então chamada “Operação Condor” estabeleceu-se a partir dos anos 1960, para combater os movimentos que lutavam contra os regimes militares, sendo uma aliança político-militar entre vários governos conservadores da América e esteve relacionada, dentre outros fatores:
Pereira Passos transformou a cidade bárbara em metrópole digna da civilização ocidental. Qual o homem do começo do século que, recordando os benefícios que então se espalhavam sob esta terra querida, não se lembra da frase que andou na boca do povo, pelas ruas, pelas casas, pelos cafés, nas saudações que se trocavam, no estribilho das canções e que dizia assim: O Rio civiliza-se? Civilizou-se o Rio.
(Luiz Edmundo. Rio de Janeiro do meu tempo. Rio de Janeiro: Conquista, 1957. In: História Antiga e Medieval: Reforma urbana de Pereira Passos. Disponível em: histantigamedieval.blogspot.com.)
A reforma urbana empreendida pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Pereira Passos, no governo de Rodrigues Alves, contextualiza de certa forma:
Transcorrida a vitória eleitoral, em outubro de 1955, e a posse de JK em janeiro de 1956, o país viveu momentos de tensão política e incertezas quanto ao desfecho da transição. O presidente Café Filho, com problemas de saúde, afastou-se do cargo em novembro de 1955 e em seu lugar assumiu Carlos Luz, presidente da Câmara dos Deputados. Enquanto isso, articulou-se uma conspiração que impediria Juscelino de chegar à presidência. O General Teixeira Lott, ministro da Guerra, defensor da legalidade constitucional, desbaratou a conspiração.
(NETO, 2011. P. 894.)
Ainda que tenha sido tumultuado esse início de governo, JK governou por todo o mandato (1956-1960), num período marcado, dentre outros fatos, pelo(a):