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Para Barbosa (2022), este movimento foi ridicularizado pelo exagero que atingiu, transformando-o em orgulho excessivo, desmedido, ufanismo com intenc?o?es de congelamento de posic?o?es de opressor e oprimido na sociedade e instrumento poli?tico de direita (…). Artistas e professores que operavam o equili?brio multicultural como Theodoro Braga (1872- 1953) e Manoel Pastana (1888- 1984) foram relegados ao ostracismo. Defenderam a adesa?o a? linguagem internacional, mas os temas escolhidos eram ligados a? nossa flora e fauna e os textos analisavam nossa cultura na?o a celebravam gratuitamente.
(A. M. Barbosa, Lutas pela decolonização da arte e da educação, 2022. Adaptado)

A autora denominou essa vertente da crítica descolonial/ decolonial histórica no Brasil, de
Observe a imagem a seguir:

Imagem associada para resolução da questão Mestiço, 1934. Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo
(Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/83758-mestico)

A obra Mestiço, de 1934, é de autoria de
Para Barcinski (2015), a partir do Estado Novo, considera-se o estabelecimento de um cânone nacional incontestável e exportado como “imagem do país”. Verificável pelo edifício do Ministério da Educação e Saúde, em que se firma um conjunto de nomes na arquitetura e nas artes plásticas, sucede-se o Conjunto da Pampulha (1942-43), que consagra em definitivo Oscar Niemeyer como o expoente da arquitetura, e Portinari, da pintura brasileira. Nos anos seguintes, outras encomendas de destaque seguem-se, como o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, inaugurado em 1954, e, em momento posterior, Brasília (1956-60).

Qual é esse cânone? 
Para Barcinski (2015), durante os anos 1930, analisar a “realidade brasileira”, no campo cultural e artístico, tornou-se tema obrigatório, presente em várias obras do período, como no álbum A realidade brasileira, de Di Cavalcanti (1931), ou nas telas Operários e Vagão de segunda classe, de Tarsila do Amaral. Nessa mesma chave interpretativa, a autora indica Lasar Segall como um pintor emblemático dos rumos desejados para a arte brasileira.

Segundo a autora, e a partir de sua formulação, os críticos daquele momento consideravam qual linguagem artística a mais apta a cristalizar uma forma nacional, moderna e comprometida com a representação dos dramas humanos, sociais e políticos?
Segundo Barcinski (2015), em 1917 uma polêmica vai configurar o grupo modernista, que depois vai organizar a Semana de Arte Moderna de 1922: uma exposição de arte de arte moderna de abordagem expressionista foi desqualificada por um escritor e crítico em artigo publicado originalmente em 20 de dezembro de 1917, no jornal O Estado de S. Paulo, com o título A propósito da exposição Malfatti. Posteriormente, em 1919, foi republicado na coletânea “Ideias de Jeca Tatu”, passando a circular com o título pelo qual se tornou mais conhecido: “Paranoia ou Mistificação?”.

Para a autora, esse acontecimento vai promover a união dos artistas e autores modernistas na reivindicação de uma plataforma específica de atuação. São, respectivamente, artista e escritor: